Moradores do União fecham ruas e pedem melhorias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Londrina - Moradores do Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina) fecharam ontem vários acessos ao bairro em protesto por mais segurança no trânsito. Eles reivindicam a duplicação da Avenida Guilherme de Almeida e a instalação de um sinaleiro próximo à Escola Municipal Zumbi dos Palmares. A manifestação começou por volta das 8 horas e não havia terminado até o fechamento desta edição. Os manifestantes queimaram pneus, roupas e sofás velhos para fechar as ruas.
O estopim para o protesto foi a morte do adolescente Luis Gilberto da Silva, de 15 anos, no domingo à noite. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a motorista de um Celta trafegava pela via por volta das 21h30 quando atropelou o menor, que voltava para casa de bicicleta. Logo no início da manifestação, os moradores atearam fogo no carro que atropelou o garoto. Segundo moradores, este foi o quarto acidente no local e o segundo com vítima fatal em um mês.
O secretário de Obras de Londrina, Walmir Mattos, esteve no local pela manhã e propôs a colocação de duas faixas elevadas. "Os quebra-molas já estavam no nosso cronograma e seriam construídos até o final deste mês. No entanto, por determinação do prefeito Alexandre Kireeff, vamos antecipar os serviços para que ocorram tão logo o tempo fique firme", prometeu.
A ideia, no entanto, não agradou aos manifestantes. "Isso aí não vai resolver nada. Queremos a duplicação da avenida. Há pelo menos três anos a Prefeitura veio aqui, abriu o terreno para duplicação, trouxe inclusive os postes, mas parou por aí. A população está cansada de conversa e quer algo de concreto", disse Paulo Ferrari, organizador da ação, que mora no bairro há 22 anos.
"Estamos aqui reivindicando algo que é de nosso direito. Somos pais de família e se não for feito nada o próximo pode ser meu filho. Sempre tem acidentes, está muito perigoso, não tem como ficar mão única mais", reclamou Márcio Botelho, que vive no União da Vitória há 16 anos e disse já ter perdido as contas de quantos acidentes já presenciou na avenida.
Durante todo o dia, somente pessoas em situação de emergência conseguiram passar pelos bloqueios. Alguns motoqueiros mais corajosos conseguiram furar e avançar. Um dos pontos de bloqueio foi o trecho da PR-445 paralela ao bairro. Centenas de motoristas e caminhoneiros passaram boa parte do dia parados.
Já no final da tarde, segundo a Prefeitura, alguns manifestantes estiveram no prédio da administração municipal para uma rodada de negociações e teriam concordado com a proposta da colocação das faixas. Na sequência, a Polícia Rodoviária Federal conseguiu a liberação do trecho da PR-445, porém o protesto seguia na Guilherme de Almeida. A duplicação, de acordo com a Prefeitura, não é possível porque o terreno que deveria ser aberto é particular.


