A situação precária das ruas do Jardim Nova Esperança (zona sul de Londrina) tem revoltado os moradores. As vias, principalmente onde passa o ônibus do transporte coletivo, estão repletas de buracos obrigando os motoristas a fazerem manobras arriscadas para desviar das crateras.
Nas esquinas das ruas Sebastião Pedroso de Moraes e Maria Josefa de Carvalho, por exemplo, os moradores improvisaram uma operação tapa-buraco utilizando resíduo de entulho para facilitar a circulação do ônibus.
A dona de casa Maria Benedita Franciski, de 50 anos, conta que por mais de uma vez teve o quintal invadido pelos carros. "Os motoristas tentam desviar dos buracos, e, como andam em alta velocidade, acabam perdendo o controle e invadindo lá em casa. Graças da Deus isso sempre ocorreu a noite, porque durante o dia meus netos brincam no quintal", comentou.
Ontem, Maria Benedita se juntou a outros moradores em um protesto em frente ao depósito de maquinas da Secretaria de Obras e Pavimentação, às margens da PR-445, no Jardim Acapulco. O grupo impediu a saída dos funcionários e maquinários e exigiu uma reunião com o secretário Walmir de Matos.
Os moradores querem melhorias no asfalto, construção de calçadas e a instalação de uma creche e uma Unidade Básica de Saúde (UBS). "O nosso bairro está só pela misericórdia. Mas o prefeito trazendo melhorias para nós, será o melhor bairro de Londrina", acredita a dona de casa.
Os buracos e a falta de calçadas têm provocado prejuízos aos moradores. "O meu genro estragou o carro ao passar por um buraco e a minha vizinha que é cadeirante sofre muito para andar por aqui", comentou a comerciante Dalva Barreto, de 50 anos.
A manifestação durou cerca de duas horas e terminou após a reunião com o secretário. Os moradores conseguiram uma lista de compromissos assumidos por Matos: limpeza de bueiros, construção de calçadas, recuperação do asfalto e colocação de quebra-molas.

CETICISMO
Segundo o secretário, a limpeza dos bueiros já foi realizada e a empresa para construção das calçadas entre o Jardim União da Vitória e o Nova Esperança já foi contratada. Em relação ao asfalto, segundo ele, estava prevista uma operação tapa-buraco há cerca de 30 dias, mas a Associação de Moradores exigiu que fosse feito o recapeamento das ruas. "Agora eles concordaram e vamos fazer o tapa-buraco."
Os moradores consideraram a reunião proveitosa, mas ainda estão céticos em relação ao cumprimento das reivindicações. "Estamos cansando de promessas. Mas vamos ver se agora vai", disse um morador na saída de reunião.
De acordo com o secretário, o planejamento de manutenção e recuperação da malha viária do município ficou prejudicado com as chuvas de janeiro. Os recursos previstos para esse tipo de serviço foram remanejados para a recuperação dos estragos provocados pelas enxurradas.
O orçamento da secretaria para asfalto gira em torno de R$ 600 mil ao mês. "Dá para fazer pouca coisa. Basicamente, só a conservação", disse Mattos, que afirmou ainda que a secretaria tem mantido equipes fazendo trabalho de tapa-buraco diariamente em todas as regiões. E que a pasta tem priorizado as ruas e avenidas com grande fluxo de veículos.

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