Oito dos 14 moradores fixos do ‘‘mocó’’ onde ontem ocorreu o assassinato de Paulo Henrique Gomes, serão encaminhados hoje para clínicas especializadas em desintoxicação e recuperação de drogados. A garantia foi dada ontem pela secretária de Ação Social de Londrina, Marisa Goethel do Nascimento. Segundo ela, outros três encontram-se no estágio de negociação para o internamento, dois retornarão ao convívio de suas famílias, e apenas um resiste a qualquer forma de encaminhamento indicado para a recuperação.
A secretária afirmou que o menor morto não fazia parte do grupo que frequenta o mocó da Avenida Duque de Caxias, no imóvel desativado pertencente à Sociedade Cafeeira Piauí Ltda.. Ela disse que a empresa foi notificada, nos últimos meses, pelas secretarias de Fazenda e de Obras sobre a existência do mocó e da necessidade da tomada de providências para a solução do problema.
‘‘É lamentável que tenha ocorrido este incidente e a morte do menor. Mas resolver este problema de mocós não pode ser exclusividade da Secretaria de Ação Social. Até porque, neles vive uma maioria de pessoas adultas que cometem atos delituosos, como pequenos furtos, prostituição, e consumo de drogas, por exemplo’’, explicou a secretária. Ela diz que as polícias devem ter uma atuação mais firme neste casos.
Segundo a secretária, o programa Ammigo - que trabalha com meninos e meninas de rua - cadastrou e atendeu no mocó, nos últimos meses, 28 moradores. ‘‘É uma população não fixa no local. Todos são dependentes de drogas pesadas e necessitam com urgência de um atendimento médico’’, comentou. Dos 14 que não mais frequentam o mocó da Duque de Caxias, nove estão presos em Londrina, dois em Maringá, dois foram reintegrados às suas famílias, e apenas um está em clínica de recuperação.

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