Moradores do Maria Cecília decidem pressionar Sanepar
Osmani Costa
De Londrina
Moradores do Conjunto Habitacional Maria Cecília (zona norte) marcaram para ontem à noite uma assembléia. Eles iriram definir as formas de pressão contra a Sanepar. Liderados pelo músico Vágner Nogueira, eles consideram que a companhia de saneamento tem prejudicado a população na troca dos hidrômetros aparelhos medidores do consumo de água na implantação da rede de esgoto, e com a cobrança da taxa de coleta de esgoto 80% sobre o consumo de água mesmo das residências que ainda não usam este serviço.
Na tarde de ontem, Nogueira mostrou para a reportagem da Folha os motivos das reclamações contra a Sanepar. Para implantar a rede de captação do esgoto, a empresa contratada pela Sanepar quebrou toda a calçada. Depois de colocadas as manilhas, ela fez um remendo bem porco; não deixou o piso na situação em que encontrou. Isto é um absurdo, porque causa prejuízo aos moradores, que terão que fazer as calçadas novamente, afirmou o músico.
Segundo ele, os moradores estão reclamando também de terem que pagar os 80% da taxa de esgoto mesmo sem estarem usando o benefício. Muitas casas, como a minha, não fizeram ainda a ligação interna do esgoto com a rede coletora, por falta de dinheiro. Mas nas nossas contas já tem vindo a cobrança da taxa, que é muito alta.
Outra crítica à Sanepar é consequência da troca de hidrômetros, que teria causado um grande aumento nas contas mensais. Mostrando os últimos extratos de cobrança da Sanepar, a dona de casa Cleuza Araújo Machado comentou que os valores subiram muito nos últimos três meses. Foi só trocarem o aparelhinho, que a conta disparou. Sempre pagamos entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por mês. Agora, a conta subiu para mais de R$ 30,00 mensais, ressaltou ela, que mora no Maria Cecília há nove anos.
De acordo com Vágner Nogueira, a assembléia poderia aprovar um pedido de intervenção do promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, na tentativa de se estabelecer um canal de negociação com a Sanepar. Não estamos nos negando a pagar o que devemos. Mas queremos negociar o conserto das calçadas e baixar a taxa do esgoto de 80%, além de uma verificação séria nestes novos marcadores de consumo de água, afirmou o músico. Ele lembrou que os moradores procuraram o Procon, que disse nada poder fazer na defesa deles.





