Moradores do Residencial Flores do Campo e apoiadores do movimento de ocupação reúnem-se com o prefeito Marcelo Belinati (PP) para discutir um local alternativo para a remoção das 150 famílias que vivem no local, a partir das 15h, na sede da administração municipal. A Justiça Federal já expediu mandado de reintegração de posse, que não é cumprido enquanto as famílias não forem removidas.

Segundo Autieres Costa, um dos apoiadores da ocupação, a conversa com o prefeito é mais uma tentativa de encontrar uma solução para o impasse, depois que a administração voltou atrás em uma área indicada para manter os ocupantes com um mínimo de dignidade até que sejam atendidos por programas de moradia popular.

Um grupo de trabalho, formado por entidades como a Igreja Católica, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Defensoria Pública da União e outras, atua buscando estas alternativas desde o início de 2018, mas sem sucesso. "A prefeitura havia indicado um, mas voltou atrás porque diz que não atenderia as famílias no prazo necessário. Nós fomos tomando conhecimento de que a Cohab (Companhia Habitacional de Londrina) tem 300 terrenos no município, mas desconhecemos quais. A gente sabe também que o município tem terrenos, mas não tem isso organizado. Aí está nossa dificuldade", diz Costa.

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