Moradores do Colúmbia reivindicam asfalto
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segunda-feira, 26 de abril de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Um rápida volta pelo Jardim Colúmbia, na Zona Oeste de Londrina, é suficiente para notar a insatisfação dos moradores com a falta de infra-estrutura do bairro. A ausência de creches, escolas e áreas de lazer são refletidas nas inúmeras placas de vende-se encontradas no local. Isso sem contar a falta de pavimentação asfáltica, principal problema da comunidade.
Com mais de 25 anos de existência, o Colúmbia já teve grande parte das ruas asfaltadas. ''Como não houve a manutenção, o pavimento está desaparecendo'', disse a presidente da Associação de Moradores, Vanda Teixeira. Ela lembra que a situação da ruas impede o desenvolvimento do comércio local.''O dono da data ao lado de minha casa pretende colocar uma padaria, mas deixou claro que só vai fazer depois que tiver asfalto'', disse Vanda.
A proprietária da única mercearia do bairro, Eunice Sibaldeli Rodrigues, de 50 anos, mora no Colúmbia há quatro anos e acredita que algumas coisas melhoraram. ''Antes o ônibus passava a cada uma hora e meia. Hoje, a cada 35 minutos passa um.'' Ela disse que a pouca quantidade de moradores também é um problema para o desenvolvimento da região. ''Já é difícil para mim, pois a maioria das pessoas compra no (Jardim) Bandeirantes'', revelou. Hoje o bairro conta com uma mercearia, um depósito de material de construção e dois bares.
Até as crianças concordam que o prioridade é o asfalto. ''É ruim quando chove e a gente tem que ir para a escola, porque tem que passar na lama'', afirmou o estudante Samuel José Clarindo Viana, 12 anos. A falta de colégio na região obriga o garoto a andar todo dia até o Colégio Estadual 11 de outubro, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Nas horas de lazer, Samuel e os amigos se reúnem em um terreno próximo a casa deles para jogar bola. ''Seria legal ter um lugar para brincar.''
Dificuldade também para os que têm problemas de saúde. As unidades básicas de Saúde mais próximas (a três quilômetros), são as do Jardim Bandeirantes e do Panissa. Na semana passada, a dona de casa Enalva da Silva, de 56 anos, relatou que teria que andar até o Jardim Bandeirantes para levar o neto de um ano e meio para o posto de saúde. ''Eu não sei como tem gente que aluga casa aqui. Eu só fico aqui porque não tenho que pagar aluguel, a casa é do meu filho'', relatou.
Segundo o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, como o bairro já é antigo não segue o plano diretor de 1998 que reserva áreas públicas para construção de escolas e áreas de lazer. ''Dependeria de um planejamento para o bairro, com estudo de áreas que pudessem ser desapropriadas pela prefeitura'', disse. Contudo, Freitas ressalta que a prioridade para obras de infra-estruturas são os bairro mais carentes e com maior número de moradores.
Quanto à pavimentação das vias, o secretário disse que a prefeitura asfalta 40 mil metros quadrados por mês, mas que também dá prioridade as locais mais populosos. Ele também afirmou que há um programa de recape que depende de recursos do governo do Estado, mas não soube informar se o Jardim Colúmbia estava incluído. Segundo a presidente da associação, mais de mil famílias residem no bairro.


