Moradores do Capão da Imbuia e Cajuru reclamam do novo traçado
As mudanças realizadas na avenida Afonso Camargo não agradaram alguns moradores que vivem no bairro do Alto Cajuru e Capão da Imbuia. Para eles, o novo traçado dificulta o acesso ao centro da cidade. Como a transformação da rua de mão-dupla em única, a gente tem que dar um volta grande para sair do bairro, reclama o aposentado Valdir Arantes, que vive na Afonso Camargo, 3210. Mas o arquiteto Elói Silvestre, coordenador de Circulação Viária do Ippuc, afirma que alguns ajustes finos devem ser feitos.
Arantes afirma que as mudanças realizadas não levam em conta o morador da região. Trabalhei por 28 anos no setor de sinalização do DER e nunca agi de maneira desrespeitosa como a prefeitura age conosco, reclama. Na avaliação do aposentado, para se realizar mudanças drásticas é preciso contactar a comunidade. No entanto, Elói Silvestre, do Ippuc, considera que as alterações buscaram beneficiar um universo maior da população curitibana.
O morador critica a prefeitura por ter implantado ciclovias nos locais da calçadas, deixando no meio das vias os postes. Outra reclamação é a colocação do ponto de ônibus em frente a sua casa, acrescentando faixas amarelas. Com isso, não posso estacionar o meu carro, nem deixá-lo na entrada de minha garagem, queixa-se.
Mesmo problema tem a estudante Andressa Fonseca, vizinha de Arantes. Na frente de sua casa também foram pintadas faixas amarelas. Eles tiraram o ponto de ônibus da esquina, onde não atrapalhava ninguém, e puseram em frente de casa, diz. O Ippuc autorizou a mudança por que o ponto ficava em frente a um estabelecimento comercial.
A estudante reclama que para sair de carro de sua casa agora precisa dar uma volta muito grande para chegar à Afonso Camargo. E as ruas de acesso são muito ruins, critica. Na rua São Tiago, alternativa de deslocamento dos moradores que vivem entre as ruas Santo André e Nivaldo Braga, há muitos buracos. O coordenador do Ippuc diz que haverá readequação das vias que apresentarem maior fluxo de carro.
Mas as reclamações não ficam restritas apenas aos moradores, a gerente de uma distribuidora de bebidas, Inês Valdrich, considera que faltam locais de estacionamento para seus clientes. Mesma queixa tem o comerciante Edson Luiz de Paula, dono de uma pastelaria. Ele questiona a falta de cuidado da prefeitura com a sinalização e informa que em diversas esquinas faltam placas avisando sobre a mudança de sentido.
Elói Silvestre diz que o restante da sinalização deve ser colocada até o dia 27. Mesmo depois dessa data, a prefeitura deve continuar monitorando para realizar ajustes.(I.R.)





