Moradores do Avelino Vieira reivindicam melhorias
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Buracos no asfalto, falta de iluminação, falta de manutenção da ponte e criminalidade. Os moradores do Conjunto Avelino Vieira, que fica na zona oeste de Londrina, no limite com o município de Cambé, se sentem esquecidos pelo poder público. Para eles a falta de manutenção dos equipamentos públicos no bairro têm causados transtornos diariamente. Para solicitar melhorias no bairro, os moradores realizarão uma manifestação no sábado , às 14 horas, na Praça da Imaculada Conceição. O ato é organizado pela Associação de Moradores do bairro.
Um dos problemas principais apontados pela população é a falta de cuidados com a malha asfáltica. A Avenida Salto Triplo e as Ruas Francisco Quesada Ortega, Pedro Khater, Moacir Nabor Leonel, João Jorge Bobroff e Primo Birelo são exemplos. A reportagem percorreu as vias e constatou que estão deterioradas, com vários buracos, pedras soltas e em alguns casos a estrutura da pista já está sendo atingida pela falta de reparos. Quando acontecem ações de tapa-buraco, geralmente são privilegiadas as vias em que circulam os ônibus do transporte coletivo.
O autônomo Luiz Alberto Barros de Azevedo é morador da Moacir Nabor Leonel e relatou que em meados da década passada a prefeitura realizou um serviço de recape na Avenida Hugo Seben. Por isso, o tráfego de veículos foi desviado para a rua onde mora. "Isso acabou com o asfalto daqui", reclamou.
Fica difícil para qualquer morador puxar pela memória a última vez que viu máquinas da prefeitura consertando os buracos das ruas. Idalina Rabelo Martins, de 62 anos e moradora do bairro há 33, desconhece se algum serviço foi feito na Rua Francisco Quesada Ortega. "Os buracos têm causados transtornos, pois vários veículos pesados circulam por aqui e a casa trepida muito, provocando trincas e fissuras na casa. Na casa de meu filho, que fica na mesma rua, o portão até caiu com isso", reclamou.
O operador de guincho Ademílson dos Santos contou que não costuma mais deixar o carro estacionado em frente de casa, mas não é por medo de roubo. Ele teme que os motoristas que desviam dos buracos atinjam o seu veículo.
Segundo o entregador Roberson Aparecido Soares da Cruz, de 22 anos, os buracos já causaram prejuízos a ele e ao seu patrão. "Já estraguei três rodas, que entortaram nesses buracos quando fazia entregas", contou Cruz, que foi entrevistado quando passava próximo a um buraco na Rua Pedro Khater, com cerca de 1,8 metro de largura.


