Moradores que têm o abastecimento de água garantido pela Estação de Tratamento de Cercadinho estão indignados com a demora da Sanepar em normalizar a situação. Eles reclamam que os caminhões-pipa colocados à disposição não são suficientes para abastecer a população. Desde o último dia 27, quando foi constatado o vazamento, a Sanepar já interrompeu três vezes o abastecimento de água.
A dona-de-casa Roseli Aparecida Ferreira, que mora a cerca de um quilômetro da estação, diz que tem que emprestar água da vizinha que tem um poço, caso contrário não teria nem mesmo como cozinhar. Ela diz que há duas semanas a água tratada está com cheiro e gosto ruins e conta que duas pessoas da família dela beberam a água sem ferver e tiveram náuseas e diarréia.
Segundo Roseli, os caminhões aparecem uma vez por dia e é preciso ir buscar a água com baldes. ‘‘Não dá para lavar roupa e banho só de canequinha’’, lamenta. O pedreiro Mário de Campos Prestes, que mora no local há cinco anos diz que o problema é constante.
A Sanepar colocou à disposição dez caminhões-pipas, com capacidade de armazenar 14 mil litros d’água cada um. A estação de água de Cercadinho produz 5 milhões de litros por dia. (K.M.)

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