Moradores discutem falta de leitos de UTI
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de julho de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
A Associação de Mulheres Batalhadores do Jardim Franciscato, zona sul de Londrina, e a comunidade daquela região realizam hoje, a partir das 9 horas, uma reunião ''de urgência''. O objetivo é discutir a situação do Hospital da Zona Sul (HZS) e a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Representantes do poder público foram convidados.
A associação convocou o debate após o drama de Alvelina Lourenço Francês, 65 anos, que morreu na semana passada no Hospital Regional João de Freitas, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Por falta de vagas na UTI, ela teve que esperar 14 horas no HZS.
''O HZS não tem UTI, só um aparelho de oxigênio. Não tem estrutura suficiente, é quase como um posto 24 horas. Eles não têm sequer ambulância, usam uma van'', critica a presidente da associação, Rosalina Batista. Ela conta que durante a reunião também será discutida a qualidade do Transporte Emergencial Centralizado (TEC). ''No caso da Alvelina, ela estava em casa e a família pediu para que fosse levada para o Hospital Universitário (HU), onde fazia tratamento. Mas os motoristas do TEC disseram que tinham ordens para deixá-la no HZS'', diz Rosalina.
O diretor administrativo do HZS, Elzo Augusto Carreri, admite que a situação é ''difícil''. ''Sofremos com a falta de equipamento. Temos que lavar roupa no Hospital da Zona Norte (HZN) e nossa ambulância é uma veraneio dos anos 70, que faz um quilômetro por litro de álcool'', diz ele. ''Mas a situação está sendo contornada. Já estamos com uma verba prevista de R$ 160 mil para a compra de equipamentos e de R$ 42 mil para reformas, até o final do ano''. Segundo ele, a situação só vai se resolver definitivamente com a ampliação, prevista para o ano que vem.
O gerente do TEC, Carlos Santana, desconhece a reclamação. ''Não recebemos nenhuma queixa formal. Se essa senhora (Rosalina) tem críticas ao TEC, pode fazê-las diretamente. Às vezes cometemos deslizes, mas existem pesquisas entre usuários do serviço que apontam nossa qualidade como entre boa e ótima.''
Um estudo recente da Secretaria Municipal de Saúde apontou que Londrina precisaria que 20 novos leitos de UTI (15 para adultos e 5 para atendimento neonatal/pediátrico) fossem credenciados, além de 39 Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs). O município tem 83 leitos de UTI.


