Praticamente inexistente em boa parte do Ribeirão Quati, as árvores estão sendo replantadas aos poucos nas duas margens pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Prefeitura Municipal. Segundo o coordenador de mata ciliar da Sema, Saulo Gaspar, o reflorestamento já beneficiou uma área extensa a partir da nascente e deve ter continuidade, embora não tenha prazo para ser concluído.
Gaspar explica que o problema são as ocupações irregulares das margens, tanto por famílias quanto por animais, como no trecho do Jardim Quati, por exemplo, onde existem cavalos e vacas. Só depois disso, a área poderá ser reflorestada. ''Pretendemos também formar técnicos ambientais entre os moradores da região para atuarem como vigilantes da área'', comenta o especialista.
O secretário municipal do Ambiente, Carlos Eduardo Levy, ressalta que oito animais foram apreendidos no Jardim Quati e que a mata ciliar começará a ser recuperada nos próximos dias. Quanto às ocupações irregulares, como no Cantinho do Céu, ele avisa que há projeto em conjunto com a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), ''que está em fase de captação de recursos''.
Enquanto isso, a Prefeitura também tem valorizado a participação popular incentivando o plantio de mudas tanto na região quanto em outras áreas degradadas. Conforme o engenheiro agrônomo do Viveiro de Plantas do Município, Paulo Roberto Guilherme, só este ano foram plantadas 50 mil árvores, entre espécies nativas e frutíferas. ''Quando as pessoas participam acabam tendo um sentimento maior de pertencimento'', opina Guilherme. (L.A.)

Serviço - Para quem quiser fazer o plantio e precisar de mudas pode entrar em contato com o viveiro pelo fone (43) 3341-8128.

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