Carlos Ruggio/PMCCrianças observam tubos da rede pluvial destruídos na Vila TrindadeA Prefeitura de Curitiba está tentando identificar os moradores da Vila Trindade que depredaram obras em galerias celulares do córrego Teófilo Ottoni no último final de semana, e pretende processá-los por danos ao patrimônio público. No sábado, um grupo de moradores destruiu as tubulações em protesto contra os constantes alagamentos que atingem as casas localizadas nas margens do córrego.
Segundo testemunhas, os manifestantes teriam usado marretas para quebrar o concreto das tubulações e maçaricos para romper as vigas de aço que sustentam as galerias. Uma ponte de acesso à Vila Oficinas chegou a ser incendiada. Para recuperar o prejuízo, a prefeitura estima que deve gastar R$ 500 mil.
A Vila Trindade é uma área de ocupação irregular às margens do córrego Teófilo Ottoni, afluente do Rio Atuba. Cerca de 300 famílias ocupam uma faixa de dois quilômetros à beira do córrego, onde há uma semana vinham sendo feitas obras emergenciais para restabelecer a vazão, impedida pelo acúmulo de lixo. Com a destruição das galerias e manilhas, todo o serviço terá que ser refeito.
‘‘É um ato de vandalismo que só vai prejudicar ainda mais a população atingida pelos alagamentos’’, lamentou o administrador regional do Cajuru, Francisco Figueiredo, que está investigando o episódio. ‘‘A lei prevê que os envolvidos nesses atos tenham que repor os prejuízos aos cofres públicos’’, disse o procurador geral de Curitiba, Marcos Vinícius de Lacerda.

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