Os moradores da Avenida Madre Leônia Milito e imediações perceberam muitas mudanças nos últimos anos. De acordo com João Carlos da Cunha Siqueira, 66 anos, oficial da Reserva da Marinha, as principais alterações foram o aumento do tráfego de veículos e, consequentemente, do barulho.
Siqueira destaca também pontos positivos: ''A infraestrutura do bairro melhorou e, por enquanto, isso compensa os pontos negativos que enfrentamos'', disse. No entanto, ele reconhece que, com o crescimento desenfreado, o impacto negativo será maior ao longo tempo. ''Não sei o que virá no futuro, mas ainda considero este um bom lugar para morar'', destaca.
Para a representante comercial Rosângela Veloso, que mora há mais de 20 anos na região, uma das mudanças mais importantes foi a transformação da Madre Leônia de via residencial em comercial. ''Tem muita coisa boa que vem com o crescimento da cidade, mas também aumentaram os roubos porque a região passou a ser mais visada pelos ladrões'', afirma. Ela acredita que nenhum Estudo de Impacto de Vizinhança foi realizado nas imediações da avenida. ''Quem sente as consequências é quem mora aqui. Todo progresso é benéfico desde que tenha acompanhamento'', alerta.
O dentista Marcelo Fávaro mora na Avenida João Huss, próximo à Madre Leônia. Apesar de considerar positivas as mudanças pelas quais a região passou, ele defende a interferência do poder público. ''Eu acredito que para que a cidade cresça de forma saudável deve ser feito um trabalho junto às empresas que leve em consideração as alterações no trânsito e na segurança dos moradores quando um empreendimento é instalado'', reivindica.(M.A)

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