Cascavel A indignação pela morte de Helena Ramos Pires, 27 anos, ocorrida na segunda-feira, levou os moradores a depredarem a Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito de Rio do Salto, em Cascavel, ontem. Todos os vidros e equipamentos médicos foram quebrados. Os funcionários, ameaçados pela população, tiveram que deixar o local.
Os moradores afirmam que Helena morreu por omissão de socorro e descaso. Segundo os pais da vítima, Helena começou a passar mal no sábado, mas só no domingo à tarde foi levada, por uma ambulância do município, para o Posto de Atendimento Continuado (PAC). ''A enfermeira nos disse que seria melhor que Helena permanecesse internada, mas o motorista pressionou para que ela liberasse minha filha, assim ele não precisaria continuar esperando'', afirmou a mãe da vítima, Conrada Ramos.
Segundo ela, na madrugada de segunda-feira, Helena sentiu-se mal novamente e foi levada ao posto de saúde. Por volta das 8h30 da manhã, a médica teria medicado Helena com soro e, às 11 horas, resolveu transferi-la para o PAC. De acordo com Conrada, o motorista da ambulância teria se recusado a transportá-la novamente.
Conrada afirma que por volta das 15 horas Helena praticamente não dava sinais de vida. O Siate foi chamado mas a moça não resistiu. O marido de Helena, Antônio Pires, declarou que vai mover um processo contra o município por perdas e danos.
O diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Reginaldo Roberto de Andrade, informou que foi aberta uma sindicância para apurar os fatos. A médica que atendeu Helena solicitou seu afastamento da UBS e o motorista da ambulância foi transferido para outra unidade.

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