Depois de quatro anos lutando, sem sucesso, por um viaduto no cruzamento da avenida Brasília (BR-369), a Associação dos Moradores do Jardim Ideal e bairros adjacentes, na zona leste, resolveu desencadear uma campanha para arrecadação de fundos para a obra. A decisão foi tomada em assembléia na semana passada e a associação já tem o apoio da Federação das Associações de Moradores de Londrina, 165 associações, dois conselhos regionais de saúde e cinco sindicatos.
Na opinião dos moradores, só um viaduto resolveria definitivamente o problema dos acidentes ocorridos na avenida Brasília, que corta vários bairros na zona leste, onde o trânsito é mais complicado. A construção do viaduto próximo à sede campestre do Grêmio já foi cogitada em 1995 mas, por falta de recursos, o poder público substituiu a obra por melhorias na sinalização vertical e horizontal.
Os detalhes da campanha serão acertados em uma nova reunião, sábado, às 10 horas, no Consórcio Mercadão do Povo. O presidente da Associação de Moradores do Jardim Ideal, Moisés dos Santos, afirma que a campanha deve contar com um serviço de arrecadação via Sercomtel - um Disque-Viaduto - e uma conta bancária para recebimentos das doações. Baseado em informações oficiosas, Santos estima que a construção do viaduto custe cerca de R$ 2 milhões. ‘‘Se conseguirmos uma parceria com o poder público, isso pode cair para a metade’’, ele acredita.
A localização do viaduto é outro ponto do qual os moradores pretendem participar diretamente. Sempre que se fala na construção do viaduto na região, logo se pensa na ruas Grafita com Pavão, em frente ao Grêmio. Mas a associação de moradores defende a construção na rua Rutilo ou Ametista. ‘‘Nós achamos melhor na Rutilo porque lá a desapropriação vai ser praticamente zero e fica próximo à saída para os Cinco Conjuntos’’, diz Santos.
Os moradores da zona leste têm outras quatro experiências de trabalhos realizadas através da união entre moradores, comerciantes e empresários da região. Foi assim que eles conseguiram fazer a rede de esgoto das ruas Safira e Quartz, a sinalização do cruzamento da rua Grafita com a Brasília, a Cozinha Comunitária que aproveita as sobras do Mercadão do Povo e o próprio Mercadão, que é um consórcio entre moradores e comerciantes.

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