Um grupo de moradores da ocupação dos jardins União da Vitória 1 e 2 (zona sul de Londrina) foi ontem à prefeitura cobrar a implantação de uma rede de água encanada para as 330 famílias que vivem na área, invadida há mais de quatro anos. ‘‘Nós temos luz elétrica, porém estamos lutando há quatro anos por água encanada’’, disse Edgar Campos de Souza, presidente da Multicoopersul – uma cooperativa de geração de renda da região sul.
O secretário de Administração, José Araídes Fernandes, atendeu o grupo e chamou para a reunião representantes do Sanepar e Companhia de Habitação de Londrina (Cohab). O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, explicou que será necessário analisar a viabilidade técnica para implantar o sistema de abastecimento, porque há muita pedra no terreno. ‘‘Se os moradores entrarem com a mão-de-obra, cobraremos 50% do valor’’. Outro problema é negociar a conta dos cavaletes comunitários, que não é paga há três anos e chega a R$ 20 mil.
O presidente da Cohab, Agnaldo José da Rosa, acredita que os moradores irão aderir a um mutirão para ajudar na implantação da rede de água. Ele disse ainda que a companhia pagará a conta atrasada se a Sanepar calcular o débito pela tarifa social, reduzindo o valor para R$ 7 mil, mas defende a cobrança de metade das depesas dos beneficiados. ‘‘De mão beijada não dá mais. Se você atende uma quadra eles invadem a outra’’, comentou. A Sanepar deve apresentar o projeto e orçamento para a obra em 15 dias.

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