Moradores de Maravilha não querem aterro
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quinta-feira, 08 de abril de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Cento e cinquenta moradores do Distrito Rural de Maravilha, na Zona Sul de Londrina, e representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) fizeram ontem uma reunião para discutir a possibilidade de instalação de um aterro sanitário na Fazenda São Gregório, que fica na região. A área é uma das três opções apontadas pelo Estudo de Impacto Ambiental - Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-RIMA) para abrigar o aterro.
As outras áreas são as fazendas Apertados, no Patrimônio Usina Três Bocas, e Alvorada, no Patrimônio Selva. As próximas reuniões estão marcadas para os salões paroquiais dos bairros nos dias 14 e 28, respectivamente.
Após as reuniões, os moradores poderão questionar a Câmara Técnica, formada por IAP, CMTU, Ibama e Universidade Estadual de Londrina (UEL). O passo seguinte é a realização de audiência pública para definição da área.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, destacou que o objetivo da reunião era mostrar aos moradores que ''a decisão sobre o local do aterro é técnica.'' ''Agora, aguardamos a posição do IAP. Espero que seja o mais rápido possível porque o atual aterro está com a capacidade comprometida'', afirmou.
O pedreiro Valdir Bispo da Silva, 45 anos, é morador do Distrito de Maravilha há 10 anos e foi um dos participantes da reunião. Segundo ele, a maioria da população acredita que a instalação do aterro na área seria prejudicial. ''Nós não vamos aceitar. Casas populares, que a gente precisa, não vêm pra cá''.
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