Moradores de invasão tentam evitar despejo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de abril de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Moradores de uma Área de Preservação Ambiental (APA) em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, pediram ontem socorro às autoridades municipais e estaduais para impedir o despejo de cerca de 60 famílias que moram há mais de cinco anos no local. O terreno, completamente acidentado, tem sido protegido ecologicamente pelas famílias que habitam irregularmente na ocupação. Os mananciais foram protegidos e as famílias começaram a construir numa distância de 2 mil metros do Rio Passaúna, um dos mais importantes do município.
De acordo com Antonio Jefferson Ribeiro, presidente da Associação dos Moradores do ABV (como a região tem sido chamada), as famílias foram alertadas para o risco de um despejo nas próximas horas. Entretanto, muitas nasceram e foram criadas na área de invasão e não têm para onde ir. Outras, como é o caso de Ribeiro, compraram os lotes onde vivem com posseiros que estavam há mais de 20 anos na região sem nunca terem sido despejados. ''Estamos sendo esmagados e ameaçados constantemente pelo suposto proprietário da área. Todos estão com medo. Estamos suplicando o auxílio das autoridades'', alertou ele.
Documentos assinados pelos moradores do local foram encaminhados para o Ministério das Cidades, em Brasília e entregues ontem à Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab) que se comprometeu a intermediar uma solução para a regulamentação ou relocação das famílias. Na segunda-feira, dia 25, foi marcada uma nova reunião para discutir o impasse. Entre os convidados estão representantes da Cohab, Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar), Ministério Público (MP) estadual, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), Prefeitura Municipal de Campo Magro e comunidade em geral.


