Um grupo formado por mais de 100 moradores da invasão do Jardim Monte Cristo (zona leste) protestou ontem na Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) contra a pressão da Copel e da Sanepar. Desde sexta-feira os dois órgãos estão ameaçando cortar as ligações clandestinas de água e luz das 780 famílias que moram na invasão, segundo a presidente de moradores do local, Luzia Madelena Moreira.
Ela afirma que há anos os moradores vêm tentando regularizar a situação junto ao poder público, sem sucesso. ‘‘Esta (ligação clandestina) foi a única saída que as pessoas encontraram.’’ A invasão conta hoje com mais de 3.500 moradores. Os moradores querem que a Cohab agilize a regularização dos terrenos, para que possa ser feita a ligação de água e luz.
Segundo o presidente da Cohab, Agnaldo José Rosa, a companhia está há mais de um ano e meio tentando comprar a área de 90 mil metros quadrados, mas vem encontrando dificuldades em negociar com os três proprietários. A Cohab estipulou o preço do metro quadrado em R$ 1,10 e os proprietários querem entre R$ 3,50 e R$ 4,00.
Em agosto deste ano o presidente da Cohab pediu interferência da Justiça, que estipulou o preço em R$ 2,50 e solicitou uma contra oferta. Agnaldo Rosa pretende oferecer R$ 1,60, ainda esta semana. Ele afirma que se os proprietários não aceitarem a área será declarada de utilidade pública. ‘‘Em menos de 15 dias quero resolver este problema. Peço à Copel e à Sanepar que tenham um pouco de paciência.’’
Segundo o gerente-metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, as ligações clandestinas serão desfeitas e a situação será regularizada. ‘‘Apenas os proprietários podem autorizar a ligação’’, explica. A Copel foi procurada pela reportagem mas não retornou a ligação até as 19 horas de ontem.

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