Moradores de invasão protestam na Cohab
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de novembro de 2000
Érika Pelegrino De Londrina 
Um grupo formado por mais de 100 moradores da invasão do Jardim Monte Cristo (zona leste) protestou ontem na Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) contra a pressão da Copel e da Sanepar. Desde sexta-feira os dois órgãos estão ameaçando cortar as ligações clandestinas de água e luz das 780 famílias que moram na invasão, segundo a presidente de moradores do local, Luzia Madelena Moreira.
Ela afirma que há anos os moradores vêm tentando regularizar a situação junto ao poder público, sem sucesso. Esta (ligação clandestina) foi a única saída que as pessoas encontraram. A invasão conta hoje com mais de 3.500 moradores. Os moradores querem que a Cohab agilize a regularização dos terrenos, para que possa ser feita a ligação de água e luz.
Segundo o presidente da Cohab, Agnaldo José Rosa, a companhia está há mais de um ano e meio tentando comprar a área de 90 mil metros quadrados, mas vem encontrando dificuldades em negociar com os três proprietários. A Cohab estipulou o preço do metro quadrado em R$ 1,10 e os proprietários querem entre R$ 3,50 e R$ 4,00.
Em agosto deste ano o presidente da Cohab pediu interferência da Justiça, que estipulou o preço em R$ 2,50 e solicitou uma contra oferta. Agnaldo Rosa pretende oferecer R$ 1,60, ainda esta semana. Ele afirma que se os proprietários não aceitarem a área será declarada de utilidade pública. Em menos de 15 dias quero resolver este problema. Peço à Copel e à Sanepar que tenham um pouco de paciência.
Segundo o gerente-metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, as ligações clandestinas serão desfeitas e a situação será regularizada. Apenas os proprietários podem autorizar a ligação, explica. A Copel foi procurada pela reportagem mas não retornou a ligação até as 19 horas de ontem.


