Moradores de Guaravera pedem mais segurança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Cansados das ocorrências de furto e roubo à mão armada, moradores e produtores rurais do Distrito de Guaravera (Zona Sul de Londrina) se reúnem na próxima segunda-feira com representantes do poder público para discutir medidas mais efetivas de combate à criminalidade. O encontro está marcado para as 19 horas no Centro Comunitário local.
Ontem, na Câmara Municipal, o vereador Tercílio Turini (PPS) tornou pública a visita feita quarta-feira por um grupo de 20 produtores rurais do distrito, vítimas de furto e roubo, ao delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André. O assunto reacendeu no Legislativo a discussão em torno de uma possível reativação da Guarda Municipal. ''A violência na cidade cresce de forma organizada, só não cresce o efetivo das polícias. É preciso que a prefeitura tome alguma atitude, em conjunto com os vereadores, para que a sociedade se aproxime e nos ajude a reduzir os índices de violência'', recomendou Sidney Souza (PTB), autor do requerimento que pede abertura de uma comissão permanente na Casa que analise a instituição da Guarda. ''Nossa idéia é criar parcerias com entidades civis, até para que o Executivo sinta viabilidade na proposta.''
O delegado-chefe informou que disponibilizou seu próprio telefone para interação com a a comunidade de Guaravera, em caso de ocorrências. ''São vários furtos de trator, camionhete e até residências, do mesmo modo que ocorre na cidade toda. Mas pedimos que ligassem para que possamos acompanhar mais de perto'', comentou André, segundo o qual ainda ontem à noite aconteceria uma operação policial no distrito.
O assessor de comunicação da Polícia Militar (PM), tenente Ricardo Eguedis, disse que a corporação aguardará a reunião de segunda para estabelecer novas diretrizes no policiamento da região. ''Mas pedimos que usem o 181 sempre (disque-denúncia)'', avisou. Já o secretário de Governo de Londrina, Adalberto Pereira, descartou a volta da Guarda. ''Não existem condições para isso - se não contemplamos plenamente os servidores atuais, que dirá mais gente - a Guarda tem um custo alto e não só de pessoas, mas também de equipamentos. Pensar que parceria resolverá isso é ilusão'', avaliou.


