Moradores de Guairacá cobram melhorias
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
No Patrimônio Guairacá, na Zona Sul de Londri, os moradores convivem com descaso e promessas não cumpridas. No início da semana deveria ter começado o reparo em uma das pontes que passa sobre o Rio Barra Funda e liga a localidade a um porto de areia no Rio Tibagi. No entanto, a FOLHA esteve lá na quarta-feira e havia apenas vigas no local, sem operários ou máquinas.
Os pequenos comerciantes do patrimônio afirmaram que apesar da precariedade da ponte, carros, motos e até o veículo da prefeitura que transporta crianças para a escola continuam passando por lá. ''Só caminhão que não passa'', disse Mauro Rodrigues Vieira, dono de um bar.
A ponte apresenta um grande buraco na cabeceira, uma das vigas de sustentação está quebrada e o barranco de um dos lados está cedendo. Foram colocadas tábuas e vigas dentro de um buraco para alertar os motoristas e uma placa indica que a ponte tem capacidade para aguentar veículos com até 15 toneladas.
O porto está parado desde o dia 15 de outubro, quando a ponte foi danificada pela forte chuva que atingiu a cidade. Durante todo este período os comerciantes sentiram diferença no movimento. ''Parou o comércio. Sem a ponte os caminhões não passam mais por aqui. Estamos esperando o conserto'', completou Vieira, que trabalha no bar com a mulher Rosângela Ronchin. Ele disse que diariamente passavam pela cidade entre cinco e sete caminhões de areia em direção ao porto, agora nenhum caminhão faz o trajeto.
Os moradores se arriscam ao passar pela ponte quebrada para visitar amigos e parentes que moram do outro lado do rio. Segundo a dona de casa Renata Graciele Ferreira de Paula, antes da chuva a ponte já estava trincada e a comunidade está esperando o início das obras há três meses e meio. Mas Renata lembra que esta não foi a única promessa não cumprida. ''O prefeito veio aqui e falou que ia asfaltar a avenida principal do patrimônio antes do dia 12 de outubro. Estamos esperando até agora'', lamentou.
As obras para iniciar o asfaltamento até começaram. Os moradores mostram que algumas pedras de basalto da rua foram retiradas na beirada para que o meio fio pudesse ser começado. No entanto não houve continuidade nas ações e, em vez de meio-fio, há terra e poeira. ''Agora quando chove a água invade a casa de todo mundo. Vira puro barro na frente das casas da gente'', explicou.
A dona de casa Mayara Bruna Hilário disse que outro problema enfrentado pelos moradores é a falta de médicos. ''Aqui só vem médico duas vezes por semana e só clínico geral. Não vem pediatra, cardiologista, vascular, nada'', reclamou. Segundo ela, o patrimônio também não conta com um Centro de Educação Infantil, por conta disso muitas mães não trabalham porque não têm com quem deixar as crianças.


