Luciane Tonon
Enviada a Ribeirão do Pinhal
Moradores do distrito Triolândia, em Ribeirão do Pinhal (53 km a oeste de Jacarezinho), vão se reunir hoje para reforçar com vigas de madeira a cabeceira da ponte sobre o Rio Laranjinhas, que está comprometida desde janeiro de 1997. Diversas passagens já foram construídas no local, mas devido ao tráfego constante, as ‘‘pinguelas’’ não aguentam, ocasionando inclusive acidentes.
O mais grave deles aconteceu há um mês, quando Alencar Dellanhol Daniel tentou atravessar a ponte com sua caminhonete durante a noite. Por causa do peso, as madeiras improvisadas da cabeceira cederam e o veículo despencou. O passageiro André Luiz da Cunha morreu na hora e outros quatro ficaram feridos.
Localizada na PR-501, que liga os distritos de Triolândia e São Francisco do Imbaú, em Congonhinhas, a ponte tem cerca de 30 metros de altura e 96 metros de extensão. A cabeceira caiu pelo deslocamento das águas do Rio Laranjinhas para as margens.
O desvio da água ocorre em virtude de um acúmulo de entulhos nos pilares centrais da ponte. A revolta dos moradores é que a distância entre um distrito e outro com a ponte é de quatro quilômetros e sem ela o percurso aumenta para 70 quilômetros.
‘‘Já cansamos de esperar. Uma prefeitura joga para a outra, o DER também diz não poder fazer nada. Enquanto isso, vai continuar morrendo gente aqui’’, disse o vereador e morador de Triolândia, Epinaldo Batista dos Santos (PPB). Ele disse que esteve no DER em Ibaiti dois dias antes de ocorrer o último acidente e não puderam fazer nada. ‘‘Nós estamos dando um jeitinho, bem precário, porque a maioria das pessoas não pode deixar de passar por aqui’’, justificou.
Por se tratar de rodovia municipal, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) não pode se responsabilizar pela obra. Segundo o gerente do DER de Ibaiti, Ivo Octo Klein, a contribuição do órgão seria na doação de vigas e até assistência técnica.
Ele informou ainda que o projeto de reconstrução das cabeceiras está pronto desde outubro de 1998 e foi encaminhado para a Diretoria de Apoio Rodoviário aos Municípios (Darm). ‘‘Agora tudo depende de um acordo do Darm com os municípios para o processo de licitação da obra’’, disse o engenheiro. Segundo ele, uma das partes mais caras da obra é a limpeza do rio, que cabe às prefeituras.

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