Moradores de distrito cobram segurança
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
Mesmo ocorrendo reunião regulares entre moradores e representantes do Conselho de Segurança e do comando da Polícia Militar, o problema da falta de vigilância nos distritos de Londrina ainda não foi resolvido. Lerroville, ao sul de Londrina e que registrou o maior número de ocorrências entre os distritos durante o ano passado, é um exemplo. A população está revoltada com o abandono do local.
Segundo o presidente da Associação de Moradores, Sidney Carraro, 48 anos, a entidade reformou o módulo da PM, colocando televisão, cama, geladeira, fogão, armários e até tanque de lavar roupa. Ele disse ainda que várias viaturas reformadas pelos comerciantes nunca permaneceram no distrito.
Fizemos isso há mais de um ano para garantir boa acomodação ao soldado que seria designado pra cá. Até construímos uma garagem para a viatura, que foi mandada para Tamarana, afirmou Carraro. O presidente da associação disse que havia uma promessa do comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de enviar um policial para onde fosse oferecido moradia.
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, disse que vai conversar com os demais integrantes da corporação, mas garantiu que o seu pedido foi mal interpretado.
Os módulos dos distritos não serão reativados como eles querem. Precisamos mesmo de uma residência para os soldados morarem no local, explicou o comandante, destacando que os índices ainda são baixos para que seja necessário mais homens nos distritos. Precisaríamos de três soldados para manter um revezamento 24 horas. O problema é que temos 162 para atender a região metropolitana e distritos, afirmou comandante Guimarães.
Para Maria Isabel Gonçalves, representante da comunidade do distrito de Maravilha (zona sul), casos típicos das grandes cidades, como cárcere privado, uso de arma de fogo e tráfico de drogas, estão começando a preocupar quem vive no campo. Precisamos de policiamento para coibir a violência, desde as drogas até jovens pilotando perigosamente motos, avaliou Maria Isabel, durante uma reunião realizada no mês passado.
Preocupação semelhante também foi levantada por Carraro. Desde o mês passado, Lerroville passou a ter o ensino médio na escola. Agora, com 1,7 mil alunos estudando, o interesse dos traficantes também vai aumentar, previu Carraro.


