Revoltados com a crescente violência na região, moradores dos bairros Juvevê, Ahú e Cabral, em Curitiba, realizaram uma assembléia, ontem à noite, na Igreja do Cabral, para criar uma Associação de Moradores e o Conselho Municipal de Segurança Pública destes bairros. O primeiro trabalho do conselho, segundo o advogado João Alfredo Cooper, morador do Juvevê, será diagnosticar os principais problemas e locais onde eles acontecem, para depois levá-los à Secretaria de Estado da Segurança Pública e solicitar providências e maior policiamento.
Os moradores da região vêm se mobilizando desde meados de outubro, quando ocorreu uma série de assaltos e roubos. Na época, a Folha esteve no local e contatou que uma agência de Correios chegou a ser assaltada três vezes, uma banca de revistas foi assaltada à mão armada e várias pessoas queixaram-se de assalto a residências e roubos na rua. Os moradores chegaram a fazer um abaixo-assinado, mas não conseguiram entregá-lo na Secretaria da Segurança. ‘‘Com a Associação e o Conselho vamos ter mais força para pedir o que precisamos’’, diz a administradora e consultora de empresas Cristina Nogueira.
Para Cooper, o conselho servirá como um elo de ligação entre a polícia e os bairros, levando as denúncia, problemas e ocorrências em busca de soluções. Além de solicitar empenho maior da Secretaria da Segurança, seja com mais policiamento, construção de módulos ou cessão de viaturas para os bairros, ele também acredita que os moradores possam criar soluções alternativas como, por exemplo, criar esquemas de vizinhos solidários, que fiscalizariam todas as casas de suas regiões.

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