Sapopema As agências bancárias de cidades pequenas também atraem os bandidos. A tranquilidade de municípios como Sapopema (132 km ao sul de Cornélio Procópio) chama a atenção dos assaltantes, que usam o pouco policiamento a seu favor. A cidade de 7 mil habitantes tem uma única agência bancária e os assaltos registrados recentemente têm assustado os clientes. Para piorar a situação, o banco não tem sequer a segurança da porta giratória com detector de metais.
O crime mais recente ocorreu no início do mês, por volta das 14 horas. Cliente da agência, o comerciante Dionel José Costa Melo estava na fila no momento da abordagem dos bandidos. ''Quem tinha dinheiro na mão foi obrigado a colocar no capacete do ladrão'', relata. Para ele, a facilidade com que ocorrem os assaltos é ''muito grande.'' A agência conta com apenas dois funcionários, que também correm riscos.
Esta facilidade, na opinião de Melo, é consequência da falta de dispositivos de segurança. ''Qualquer um pode entrar armado. Hoje, ir ao banco em Sapopema é uma atividade arriscada'', constata. O comerciante reconheceu a importância da agência para a cidade, mas cobrou providências urgentes dos responsáveis.
E o risco de assaltos, é claro, também ocorre nas cidades grandes. Em Londrina, é raro encontrar um cliente que não tenha sido assaltado ou não conheça ninguém que já foi vítima.
É o caso do aposentado Dely Joaquim das Neves, 72 anos. Com medo de assaltos, deixou de usar os caixas eletrônicos para fazer saques depois de ser atacado em pleno Calçadão (Centro de Londrina). ''Outro dia desconfiei de um rapaz que estava rondando os caixas eletrônicos e deixei de sacar'', conta.
Para Neves, a solução é mais policiamento. Ele sugere rondas com policiais ''disfarçados'' nas proximidades das agências e dos caixas eletrônicos para flagrar possíveis assaltos.
A aposentada Ester Moura Lino, 53, conta que a principal precaução é não ir aos caixas eletrônicos à noite. ''Sempre tomo cuidado, mesmo durante o dia. Procuro olhar atentamente para saber se tem alguém suspeito por perto'', diz.
O superintendente de bolsa de mercadorias Bruno Egger, 25, nunca foi assaltado. Ainda assim, toma o mesmo cuidado. ''Evito principalmente porque há regiões que são bastante perigosas em Londrina'', afirma. Para ele, a segurança só vai aumentar se houver mais policiamento.
Evitar o uso dos caixas eletrônicos quando o movimento é muito grande é a dica do aposentado Sebastião de Oliveira, 70 anos. ''Já ouvi falar muito de assaltos nas saídas de bancos. Por isso, deixo de usar os caixas quando vejo alguém suspeito por perto'', ressalta.
Mesmo não sendo um grande usuário de serviços bancários, o porteiro Valdecir Pereira, 42, revela que ''não facilita a vida dos bandidos.'' ''Sempre olho se tem alguém suspeito por perto e só uso os caixas eletrônicos à noite em caso de extrema necessidade'', ressalta. A sugestão dele é a instalação de mais câmeras de segurança nos caixas e nas proximidades para identificação posterior de criminosos.

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