Curitiba - Moradores e líderes comunitários do Distrito de Ferreira, na divisa de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) com a Capital, realizaram, no início da manhã de ontem, um protesto com pedidos de melhorias na infraestrutura da localidade, onde moram cerca de 20 mil pessoas. Os manifestantes trancaram por alguns minutos a principal via da região e prometem novas mobilizações caso a prefeitura não atenda a seus pedidos.
Entre as diversas reivindicações, os moradores pedem a sinalização e colocação de lombadas na Rua Mato Grosso, via de ligação entre Campo Largo e Curitiba, onde fica a Escola Municipal Padre Natal Pigato. A rua, composta de curvas e com pouca visibilidade, tem movimento intenso -sete linhas de ônibus passam pela via- e oferece riscos aos pedestres que transitam pelo local. Os manifestantes afirmam ainda que são constantes os casos de colisões e atropelamentos pela falta de sinalização.
O pedido mais polêmico envolve a finalização das obras em cinco ruas da Vila Dona Fina. De acordo com os manifestantes, os trabalhadores e as máquinas da empreiteira que venceu a licitação da prefeitura para a realização do trabalho deixaram as obras paradas há alguns meses. Os moradores reclamam das pedras, buracos e poeira nas ruas. "O que estava ruim ficou pior ainda", reclama uma das organizadoras da manifestação, Maria Aparecida Caetano Nunes.
A prefeitura, no entanto, alega que as obras de pavimentação nas ruas deveriam ser concluídas em 90 dias após o início do trabalho. O poder municipal informa que contatou diversas vezes a empresa responsável pela obra e que em breve utilizará medidas legais para solucionar a situação. O argumento da empresa para o abandono da obra seriam problemas financeiros.
Os manifestantes reclamam ainda da deficiência do saneamento básico na região e falta de funcionamento 24 horas da unidade de saúde do bairro. Para essas reivindicações, a prefeitura argumenta que estão sendo feitos planejamentos financeiros para a prestação de atendimento ininterrupto na unidade de saúde, que conta com 15 profissionais. Em relação ao saneamento básico, a administração informou que foram investidos R$ 6 milhões de recursos estaduais e federais para a construção de 50 quilômetros da rede de esgoto na região, além de recursos previstos para este ano por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os moradores esperam por uma reunião com os representantes municipais para a definição de ações de melhoria na região. "Esperamos há muito tempo e queremos a solução agora. Vamos nos unir pelos nossos direitos", garante Maria Aparecida, que mora no bairro há 20 anos. Caso não sejam recebidos pela prefeitura, eles prometem novas manifestações na cidade.

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