Em busca de postos de saúde, creches, escolas e comércio em geral muitos moradores de Londrina são obrigados a atravessar diariamente rodovias localizadas em trechos urbanos. E, mesmo que as vias possuam alguns equipamentos de trânsito, como semáforo, faixa de pedestre e passarela, não há garantias de que consigam alcançar o outro lado da via em segurança.

A reportagem da FOLHA circulou por alguns trechos rodoviários urbanos e ouviu muitas queixas da comunidade. No Patrimônio Heimtal (Zona Norte), a reclamação é sobre a falta de sinalização na Avenida Ludwig Ernest (continuação da Rodovia Carlos João Strass - PR-545 - e que dá acesso à PR-323). A dona de casa Ernestina Valério Cantagali, de 82 anos, relatou que não tem mais coragem de atravessar a avenida devido ao fluxo intenso de veículos. ''Eu, na minha idade, demoraria para atravessar a rodovia, por isso nem saio de casa'', afirmou.

Segundo os moradores, motoristas que trafegam pela Ludwig Ernest abusam da velocidade, desrespeitam a faixa de pedestre e realizam ultrapassagens em locais proibidos. Tamanha irresponsabilidade reflete no cotidiano dos estudantes da Escola Municipal José de Anchieta. Muitos pais são praticamente ''obrigados'' a conduzirem seus filhos de mãos dadas para evitar que sejam atropelados.

''Os pais acabam supervisionando a travessia pessoalmente porque têm ciência dos perigos que envolvem uma criança desacompanhada na rodovia'', explicou a diretora da escola, Elaine da Silva Fedato. Ela afirmou que um semáforo auxiliaria o pedestre na travessia.

Leia a reportagem completa de Vítor Ogawa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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