Quem não tem condições de pagar por uma dedetização tem que aprender a ''conviver'' com as pragas urbanas. Para alguns moradores do Jardim Felicidade (Zona Norte), a companhia de ratos, baratas e escorpiões é rotina.
O problema é maior nas casas que foram ocupadas antes de ficarem prontas. As residências semi-construídas ainda não têm batente, janelas, portas ou piso. Ainda não há asfalto ou ligação de água e energia regularizadas. A condição, aliada ao mato cada vez mais alto em terreno vizinho, é ideal para o ataque dos bichos. Os moradores contabilizam os mais diferentes tipos de animais, recolhidos nos quintais e dentro das casas.
''Já matei uma cobra aqui no quintal'', contou uma moradora. ''Encontrei rato até dentro da geladeira'', relembrou outra. ''A gente não vence matar os bichos porque sempre aparecem outros'', acrescentou uma terceira.
''A gente vai se virando como pode. Mata os ratos e escorpiões quando aparecem. Mas eles praticamente moram dentro de casa. Até dentro da geladeira tem rastros de ratos'', relatou a dona de casa Neusa de Jesus dos Santos Correia, 35 anos.
Para um dos vizinhos, o desempregado Reinaldo Franco da Silva, 33, nem a roçagem do terreno ao lado seria suficiente para diminuir os ataques. ''Se cortar o mato, os ratos vão sair de lá e vir para as casas. O único jeito é mudar lá para cima, nas casas prontas'', cobrou.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab/Ld), Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, disse que as obras só poderão ser retomadas quando as casas invadidas por cerca de 20 famílias forem desocupadas. ''Os pedidos de reintegração de posse já estão na Justiça. Alguns já foram concedidos, outros ainda não. Só depois que essa situação for resolvida que as obras serão retomadas'', disse. ''Acredito que se a comunidade auxiliasse na conversa com as famílias invasoras, isso nos ajudaria muito'', concluiu.(F.R.F)

SERVIÇO
Os telefones do Centro de Controle de Intoxicações (CCI) são 3371-2244 0800-722-6001

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