Moradores de assentamento estão sem água
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de setembro de 1998
Áureo Nogueira 
Comerciantes e moradores do assentamento João Turquino (zona oeste de Londrina) estão sofrendo com a falta dágua. Segundo moradores, desde a semana passada o abastecimento está muito precário no bairro. É que a Sanepar iniciou os trabalhos de implantação da rede hidráulica e provocou a redução da água disponível.
Desde a ocupação da área e o surgimento do bairro, há cerca de dois anos, o abastecimento dágua é feito através de uma rede provisória, feita pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), com mangueiras comuns. A Cohab instalou abastecedouros comunitários em pontos espalhados pelo bairro. Os moradores e comerciantes próximos à rede da Cohab puxaram água para suas casas. Os outros são obrigados a pegar água nos pontos comunitários, usando baldes.
O comentário é de que a água da Sanepar só estará nos cavaletes individuais dentro de 30 dias, conta Francisco Carlos da Silva, 19 anos, dono do Bar e Mercearia do Polaco, localizado na esquina das ruas Ginástica Olímpica e Lenita César.
César AugustoO comerciante Francisco da Silva: Água para mais cinco ou seis diasO comerciante conta que ainda não está tendo prejuízos com a falta dágua porque dispõe de um reservatório de 500 litros. Minha água é suficiente por mais uns cinco ou seis dias. Depois vou ter que fazer como a maioria: buscar de balde nos pontos comunitários, diz Polaco, solicitando à Sanepar mais rapidez no fornecimento do produto. Quanto mais depressa tivermos água menor será o prejuízo.
Luzia Alves Pereira, 46 anos, da Quadra 26, Data 24, no final da Rua Lenita César, é uma das que mais sofrem com o problema. Ela tem seis filhos e um deles trabalha com o pai em uma empreiteira que abre valetas para implantação de rede de esgoto. Todo dia é um grande sofrimento. Meu marido e meu filho chegam imundos de terra e precisam de muita água para o banho, conta Luzia. Ela explica que é obrigada a buscar água de balde, a uma distância de aproximadamente 150 metros.
A Folha não conseguiu contatar a direção da Sanepar durante toda tarde e início da noite para verificar em quanto tempo o assentamento terá água da companhia.


