Comerciantes e moradores do assentamento João Turquino (zona oeste de Londrina) estão sofrendo com a falta d’água. Segundo moradores, desde a semana passada o abastecimento está muito precário no bairro. É que a Sanepar iniciou os trabalhos de implantação da rede hidráulica e provocou a redução da água disponível.
Desde a ocupação da área e o surgimento do bairro, há cerca de dois anos, o abastecimento d’água é feito através de uma rede provisória, feita pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), com mangueiras comuns. A Cohab instalou abastecedouros comunitários em pontos espalhados pelo bairro. Os moradores e comerciantes próximos à ‘‘rede’’ da Cohab puxaram água para suas casas. Os outros são obrigados a pegar água nos pontos comunitários, usando baldes.
‘‘O comentário é de que a água da Sanepar só estará nos cavaletes individuais dentro de 30 dias’’, conta Francisco Carlos da Silva, 19 anos, dono do Bar e Mercearia do Polaco, localizado na esquina das ruas Ginástica Olímpica e Lenita César.
César AugustoO comerciante Francisco da Silva: ‘‘Água para mais cinco ou seis dias’’O comerciante conta que ainda não está tendo prejuízos com a falta d’água porque dispõe de um reservatório de 500 litros. ‘‘Minha água é suficiente por mais uns cinco ou seis dias. Depois vou ter que fazer como a maioria: buscar de balde nos pontos comunitários’’, diz Polaco, solicitando à Sanepar mais rapidez no fornecimento do produto. ‘‘Quanto mais depressa tivermos água menor será o prejuízo.’’
Luzia Alves Pereira, 46 anos, da Quadra 26, Data 24, no final da Rua Lenita César, é uma das que mais sofrem com o problema. Ela tem seis filhos e um deles trabalha com o pai em uma empreiteira que abre valetas para implantação de rede de esgoto. ‘‘Todo dia é um grande sofrimento. Meu marido e meu filho chegam imundos de terra e precisam de muita água para o banho’’, conta Luzia. Ela explica que é obrigada a buscar água de balde, a uma distância de aproximadamente 150 metros.
A Folha não conseguiu contatar a direção da Sanepar durante toda tarde e início da noite para verificar em quanto tempo o assentamento terá água da companhia.

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