Curitiba

DivulgaçãoUsina termoelétrica seria semelhante à outra instalada no ChileMoradores de Antonina, no Litoral paranaense, iniciam amanhã uma campanha para impedir a construção de uma usina termoelétrica movida a carvão em Paranaguá. Um jantar no hotel Regency Capela marca o lançamento da campanha. O evento deve contar com a presença de 150 pessoas. A promoção é da Associação de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento de Antonina (Ademadan).
O projeto da usina está sendo desenvolvido pela Copel em parceria com os grupos privados Chilgener, Inepar e Denerge. As empresas estão fazendo estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental. A usina ocuparia um área de 100 mil metros quadrados no Distrito Industrial de Paranaguá, próximo ao terminal da Petrobrás e ao mar.
Os ambientalistas afirmam que a emissão de poluentes da usina poderia prejudicar a qualidade de vida de todos os balneários do Paraná. Em Curitiba, a Rede Verde, entidade que reúne entidades e pessoas ligadas à conservação da natureza, está programando diversas atividades de combate à termoelétrica.
Com o reinício das aulas, a organização deve reunir estudantes para realizar barreiras ecológicas nas ruas - com faixas e a distribuição de cartilhas. Em agosto, deve ser feito um show musical e, em setembro, um seminário na Universidade Federal do Paraná (UFPR) com especialistas em termoelétrica.
A Copel deve concluir os estudos de impacto ambiental da usina até o final de setembro. ‘‘Estamos trabalhando com modelos matemáticos para avaliar o comportamento ambiental da região. Sabemos que poluição zero não existe, mas estamos trabalhando dentro do índice determinado pela legislação brasileira’’, disse o coordenador de Meio Ambiente da Copel, Frederico Reichmann Neto. A usina projetada teria uma capacidade de 700 megawatts e sua construção exigiria um investimento de US$ 650 milhões.

mockup