Um grupo de moradores do Conjunto João Turquino, na zona oeste de Londrina, danificou a rede interna de água que foi construída pela Companhia de Habitação (Cohab) e estava sendo testada pela Sanepar. Eles furaram a tubulação e puxaram a água com mangueiras. ‘‘Os moradores estão sendo atendidos por torneira comunitária e parece que no dia faltou água. A atitude dos moradores acaba por atrasar ainda mais a entrega do serviço’’, aponta o diretor-técnico da Cohab, Heleno Solano Rabelo.
Segundo ele, o serviço já estava na fase de testes para detectar vazamentos. Se não houvesse problemas, a Sanepar faria testes de vazão, lavagem da rede e a desinfecção do sistema. Em seguida, seriam instalados cavaletes. Agora os moradores terão que esperar um pouco mais para ter água dentro de casa: o problema causado pelos moradores foi solucionado ontem e esta semana os testes serão refeitos. Rabelo acrescenta que são 1.950 metros de extensão de rede no bairro - do asfalto (PR-445) até o conjunto -, que vão beneficiar cerca de 850 moradores.
A falta de água tem sido um dos grandes problemas dos moradores do conjunto João Turquino. ‘‘Está um caos. Na minha casa só tem água meia-noite, um hora da madrugada’’, diz Maria Aparecida da Silva, que mora e tem um pequeno comércio no bairro. ‘‘Sorte que eu tenho caixa d‘água, que encho durante a noite e economizo durante o dia. Não dá nem para lavar roupa’’, afirma.
A moradora diz que mora na parte alta do bairro e que o problema com a tubulação teria sido provocado pelo pessoal da parte baixa. ‘‘O problema é que a Sanepar tinha dado prazo para colocar o cavalete e não cumpriu. Aí o pessoal ficou revoltado, quebrou e colocou mangueira’’, diz. Ela acrescenta que o pessoal que mora na parte baixa normalmente tem que recorrer a um ribeirão que corre próximo ao local.
O superintendente da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, aponta que não fosse a danificação da rede o serviço seria entregue mais rápido. Ele acrescenta que, além do João Turquino, ainda falta rede de água no Jardim São Jorge, na zona norte da cidade. Lá, ainda falta licitar a obra e os moradores terão que esperar mais um pouco. ‘‘Eles têm ligação provisória. A cidade está 100% abastecida’’, garante Kishima.

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