A prática de caminhada, comum para manter a forma principalmente no verão, pode se tornar uma atividade de risco para os usuários da área de lazer localizada na Zona Sul de Londrina, chamada pelos moradores de Zerinho. A pista de 1.600 metros de extensão está danificada por falta de manutenção, além de ter a iluminação deficiente. ''Além dos riscos para quem usa a pista, aqui virou esconderijo de drogados e ladrões, porque é muito escuro à noite'', revelou o presidente da Associação de Moradores do Jardim Monte Belo e Lagoa Dourada, o comerciante Valdecir Barbosa.
A idéia de Barbosa é viabilizar a finalização de um projeto de 1998, que previa a construção, além da pista de caminhada, de ciclovia, playground, campo de futebol com vestiário, equipamentos de ginástica, cancha de malha e de boliche e de um lago. Para a Secretaria Municipal de Obras, no entanto, existem impedimentos ambientais. ''O projeto não tem condições de ser aprovado pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná). (O IAP) É muito mais rigoroso do que antigamente'', avaliou o diretor de obras do ®MDNM¯Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Otávio Taccola. Para ele, um novo projeto teria de ser elaborado.
Outro problema apontado por Taccola é a existência de uma casa no local. A retirada da família seria, segundo ele, uma das exigências do IAP para conceder o licenciamento ambiental. ''Também não há dotação orçamentária para esta obra neste ano'', afirmou. Mas o engenheiro admite a possibilidade de reforma da pista, mas provavelmente para o próximo ano.
Barbosa se queixa também sobre o mato e a falta de iluminação adequada. Segundo ele, a prefeitura ''demora a fazer a roçagem''. A associação organizou um mutirão para limpeza do local no último dia 7.
Segundo o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, a melhoria da iluminação deve ser feita no local. Para ele, as benfeitorias podem ser feitas com a elaboração de um novo projeto. ''Tudo isso (os problemas do Zerinho) é sanável'', garantiu.
Freitas informou também que o projeto arquitetônico do Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa está pronto. Para o início da obra, é necessária também aprovação do Corpo de Bombeiros, que está em andamento, e licenciamento ambiental concedido pelo IAP. ''Após estas fases, vamos poder licitar a obra'', destacou Freitas. A previsão de prazo para publicação do edital de licitação é de um mês.

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