Moradores da zona sul ameçam fazer novo protesto
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terça-feira, 15 de julho de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Moradores do jardim Monte Belo, na zona sul de Londrina, devem realizar no final de tarde de hoje uma manifestação contra a insegurança no trânsito da avenida Madre Henriqueta Dominici. O problema mais grave apontado por eles e pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), além do grande fluxo de veículos, é o excesso cometido por aqueles que trafegam acima dos 40 Km/h permitidos por lei. O primeiro protesto aconteceu no último sábado, quando um grupo ateou fogo em pneus depois que o motociclista Sebastião Donizete Novaes foi atingido por um caminhão de gás e morreu no local. No mesmo dia, durante o ato, um automóvel atropelou uma criança de bicicleta.
O gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, descarta a implantação de lombadas, reivindicada pelos moradores, mas proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro. Por outro lado, ele destacou que foi apresentado esta semana ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) um projeto com medidas de segurança que podem ser implantadas na avenida em até dez dias.
''Vamos deslocar um dos dois pontos de ônibus próximos ao residencial Nova Inglaterra (de frente para o qual ocorreram os acidentes de sábado) e proibir o estacionamento de um dos lados da pista'', anunciou. Junto com essa proposta, que será levada aos moradores do bairro ainda hoje, o Ippul apresentará o projeto de uma mini-rotatória no cruzamento da Henriqueta Dominic com a rua Paulo Lotz, onde é grande o fluxo rumo ao Parque Ouro Branco. ''As sinalizações horizontal e vertical também serão intensificadas'', acrescentou o presidente do instituto, Aloysio Crescentini.
Para um dos coordenadores do protesto de hoje, o comerciante Osvaldo Takashi, o aumento de sinalização no fim do ano passado de pouco adiantou. ''Isso não resolveu de nada, pois os condutores não respeitam os sinais'', declarou. O catador de papel Ubirajara de Souza, que frequenta diariamente a avenida, concorda. ''Tenho medo de andar por aqui (não há acostamentos no local), mas é preciso, apesar de esperar às vezes até meia hora para atravessar com meu carrinho'', desabafou.


