Moradores da Zona Norte reclamam do Cabrinha
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Erica Shimamura<br> Reportagem Local 
O Lago Cabrinha, construído em agosto de 2005, na Zona Norte da cidade, é uma das poucas áreas públicas de lazer da região. A concepção do projeto era a de transformar o espaço em um ''Lago Igapó'' para a região Norte, e, para isso, a obra recebeu recursos da ordem de R$ 932 mil, de acordo com dados da diretoria de obras públicas do município.
Dois anos depois da criação do Cabrinha, frequentadores relatam que o local é importante como área de lazer, mas sofre com a ação de vândalos, principalmente à noite, pois falta iluminação, algumas lixeiras estão quebradas e há problemas com a poluição da represa.
Para o mecânico montador Reginaldo Alves da Cruz, que mora a dois quarteirões do lago, o local está um pouco abandonado. ''No começo, havia muita propaganda sobre o lago, mas agora já não temos mais iluminação, além das lixeiras, que foram destruídas. A Prefeitura devia cuidar mais daqui à noite, para manter o espaço organizado''.
Márcia, Linda e Vanessa Vieira também deixaram de visitar o lago com frequência por conta dos problemas. ''O lago está sujo, ouvi falar que encontraram peixes mortos na semana passada. Acho que é por isso que o pessoal não vem mais para cá'', reclama.
Vanessa da Silva, que mora na Vila Casoni (Centro), levou as duas filhas, e mais oito crianças, para brincar no parquinho do Cabrinha. Para ela, o espaço é ótimo para passear com crianças, mas peca pela falta de proteção. ''Acho que devia existir uma cerca em volta da represa, para evitar afogamentos de crianças pequenas''.
Mas há quem arrisque a pescaria no Cabrinha, ignorando os problemas e avisos. A água é imprópria para banho e consumo (há placas alertando o público). No dia 9 deste mês foram encontrados centenas de peixes mortos no lago.
O aposentado Isaltino Teles aproveita os domingos para pescar. ''É um bom passeio'', avalia. A esposa de Isaltino, Maria Isabel Teles, explica que acompanha o marido, mas que a pescaria serve somente como distração para os dois. ''Ele pega uns peixes bem pequenos, pesca só por distração''.
O casal de porteiros Luiz Eduardo Marcelino e Lucinéia Aparecida de Assis Cardoso aponta o Lago Cabrinha como um lugar seguro e agradável, e ideal para passar as tardes de domingo. Como são moradores da região, eles contam que desde a inauguração o lago é o lugar onde passam as horas livres para relaxar. ''O lago continua sendo uma boa opção de lazer, principalmente para quem tem filhos'', diz Marcelino.
Joana D'Arc da Silva também tirou o domingo à tarde para levar o sobrinho Bruno Gustavo da Silva, de quatro anos, ao parquinho do Cabrinha. O menino, que mora em Curitiba, estava passando o feriado do Dia das Crianças em Londrina, com o pai. Joana, que é moradora do Semíramis 2, conta que aproveita o espaço principalmente pela manhã, pois reúne a irmã e mais duas amigas para caminhar todos os dias durante a semana. ''Aqui fica sempre cheio, hoje está mais calmo porque está nublado'', conta.
Questionado sobre as críticas apontadas por frequentadores do Lago Cabrinha, o secretário de Obras do município, Aloysio Crescentini de Freitas, afirmou que a Prefeitura está dando andamento a um novo projeto de iluminação para o local. ''A proposta é implantar um tipo de iluminação que seja mais difícil de vandalizar, com fiação mais profunda e instalação de luminárias mais altas''. Segundo o secretário, o processo de licitação para implantar o novo projeto de iluminação para o Cabrinha estará concluído até o fim do ano.
Sobre os problemas ambientais de poluição do lago, Freitas acredita que esta é uma questão que envolve não só a Prefeitura, mas toda a comunidade. ''Falta conscientização da população. Não é possível a Prefeitura colocar alguém para fiscalizar o lago durante 24 horas''.


