Moradores da zona leste sofrem com falta dágua
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Áureo Nogueira 
Moradores e comerciantes dos jardins Interlagos, Marumbi e Marabá e da Vila Ricardo, na zona leste de Londrina, estão sofrendo por falta dágua faz duas semanas. Segundo moradores, entre o dia 26 e 1º ficaram totalmente sem água. No dia 1º, a Sanepar conseguiu fazer o reparo num vazamento na Rua da Groselha, entre as ruas das Limeiras e do Pêssego. Mesmo assim, o abastecimento não foi normalizado porque teria havido entupimento da tubulação.
Durante os cinco dias ficamos sem água. Só saía água barrenta das torneiras, conta Leonice da Silva Ramos, proprietária da Mercearia LR Ramos. A falta dágua provoca transtorno em casa, pois não dá para fazer limpeza, lavar roupa, nem cozinhar.
As donas de casa que trabalham fora reclamam da falta de água porque não podem fazer a faxina quando dispõem de tempo. Quando a gente está em casa não há água. Por isso somos obrigadas a deixar as tarefas para depois. Quando a água chega, não estamos em casa. Isso provoca acúmulo de roupa suja e até de louça, explica Sandra Regina dos Santos, acrescentando que ontem aproveitou a reserva da caixa dágua para lavar dúzias de roupas.
Sofia Batilani reclama da falta dágua principalmente para o banho do começo da noite. Para as outras coisas estamos controlando com a caixa. Mas para o banho da tarde não tem jeito, porque a água do chuveiro vem diretamente da rua, reclama.
Os moradores entendem que a Sanepar deveria programar com antecedência os horários de fechamento dos registros.
O superintendente regional da Sanepar, Paulo Kishima, justifica o problema no abastecimento de água naquela área informando que há vazamento subterrâneo ainda não localizado. Já abrimos vários buracos e estamos usando o geofone (equipamento que escuta fluidos subterrâneos) para localizar vazamentos, mas ainda não fomos felizes, detalha.
Kishima destaca que a Sanepar está empenhada em resolver o problema o mais rapidamente possível. Compreendemos os transtornos provocados pela falta dágua. Mas estamos fazendo o possível. A própria população daquela região pode verificar que estamos trabalhando dia e noite, enfatiza o superintendente.


