Cruzamento na zona leste tem sido cenário para muitos acidentes de trânsito.
Cruzamento na zona leste tem sido cenário para muitos acidentes de trânsito. | Foto: Vítor Ogawa

Moradores e trabalhadores da zona leste de Londrina prometem realizar no sábado (26), às 10h, um protesto no cruzamento das avenidas São João e Máximo Péres Garcia. A queixa deles é que o cruzamento é muito perigoso e que o local tem sido cenário para muitos acidentes de trânsito. O mais recente aconteceu na segunda-feira (21) e envolveu um carro e uma motocicleta.

Uma das organizadoras do protesto é Ana Maria Campos Batalha, que relatou que o local teve sinalização pintada no local no sábado, mas isso não foi suficiente. “Foi um paliativo. Poucos dias depois, na segunda-feira, houve mais um acidente em que os envolvidos tiveram de ser hospitalizados”, relata. “Vamos fechar a pista no sábado. Pintamos faixas e queremos chamar a atenção. Estamos pedindo a instalação de iluminação de LED, a implantação de um semáforo e de faixas elevadas”, destaca.

A reportagem esteve no local e constatou que circulam por lá muitos motoristas que não respeitam a sinalização e realizam conversões irregulares, que são proibidas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Há também aqueles que desenvolvem alta velocidade e não respeitam a preferencial da avenida São João. “Essas coisas acontecem aqui porque os motoristas não encontram sinalização dizendo que é proibido, então acham que é permitido. Tem a irresponsabilidade dos motoristas, mas as autoridades precisam fazer a sua parte. Têm acontecido acidentes graves e muitas crianças utilizam o espaço para ir ao colégio. E se alguma delas for morta em um acidente? Não queremos ter que chegar a esse ponto para protestar."

O vendedor de caldo de cana-de-açúcar, Aílton Moreira, que trabalha na esquina, relata que os acidentes são bem frequentes. “Nos últimos 90 dias teve uma morte, dois acidentes graves e mais três ou quatro acidentes sem grande repercussão”, afirma, dizendo que os motoristas "confundem" a preferencial. Segundo ele, a preferencial é a avenida São João, mas como a Máximo Péres Garcia tem pista dupla, muitos motoristas acham que ela que é a preferencial. Segundo ele, a maior preocupação é com os pedestres. “O fluxo de veículos está aumentando muito nesta região desde a implantação da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e estão construindo muitos prédios por aqui."

O padeiro Peterson Miranda, 38, trabalha nas imediações e relata que tem presenciado muitos acidentes.
“Podemos ser uma vítima a qualquer hora. Estamos correndo perigo. Muitas pessoas que não têm educação no trânsito. Não sei se um semáforo resolve, mas acredito que umas lombadas ajudariam."

Enquanto a reportagem estava no local, mesmo com tudo sinalizado, os carros pararam em cima da faixa de pedestres, estacionaram sobre a faixa amarela no canteiro central e fizeram conversões irregulares, além de cruzar a preferencial em alta velocidade. “Tem uma escola aqui perto e o mercado da esquina tem um alto fluxo de pessoas. Todos eles correm perigo aqui”, destaca Miranda.

Questão de disciplina

O diretor de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Sérgio Dalbem, ressaltou que é uma questão de disciplina e obediência às regras de trânsito. "A gente está preocupado com a situação no local.Desde a semana passada estamos fazendo a sinalização aqui e estamos acompanhando o comportamento do motorista. Estamos com agentes de trânsito no local fazendo a fiscalização. Agora estamos vendo com a Secretaria de Obras e o Ippul o que podemos fazer de melhorias dentro da geografia do terreno. A avenida Máximo Péres Garcia não tem muitos pontos de retorno", destaca. Ele afirma que o objetivo é atender da melhor forma possível e evitar os acidentes que vem ocorrendo.

"No caso da faixa elevada talvez não dê para implantar na avenida Máximo Péres Garcia devido à inclinação do terreno, mas talvez dê para implantar na avenida São João, mas é preciso ver as regras para ver o que se pode fazer", afirma o diretor. Ele ressalta que a iluminação terá melhorias por meio da Sercomtel Iluminação, mas o semáforo necessita de licitação e precisa de um tempo a mais para ser atendido. Sobre a fiscalização com agentes de trânsito, ele afirma que não há como mantê-los permanentemente no local, mas eventualmente eles podem ser deslocados para lá.

A diretora de Trânsito e Sistema Viário do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Lonndrina), Denise Ziober, afirmou que o Ippul iniciou um projeto de melhoria para aquele trecho, no entanto, como a CMTU fez intervenções no local, o instituto abortou o projeto para que a CMTU adotasse as soluções próprias. Colaborou Pedro Marconi)

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