Moradores da Humaitá vêem praça como extensão do quintal
Josoé de CarvalhoTranquilidadeMari Vespasiano Silva, com a filha Camila: É uma maravilha morar aqui. Só falta a Prefeitura manter a praça limpa e instalar uns brinquedosOs moradores das três praças da Rua Humaitá, no Jardim Higienópolis (próximo à área central) sentem-se privilegiados e usam as áreas como extensão dos seus quintais. É uma maravilha morar aqui. A praça é o nosso quintal, diz Mari Vespasiano Silva, vendedora de 23 anos que mora na praça entre as ruas Montese e Paranaguá. Mari trabalha em casa e tem uma filha de 3,5 anos, Camila. Elas frequentam a praça diariamente. É uma maravilha morar aqui. Só falta a prefeitura instalar alguns brinquedos e manter a praça limpa, reivindica a vendedora.
Apesar de se considerarem privilegiados, os moradores das três praças têm muitas reclamações a fazer. As principais queixas referem-se à urbanização, com a instalação de equipamentos de lazer, melhor sistema de iluminação, e a limpeza. Moro aqui há quase 20 anos. Antigamente era uma maravilha, mas nos últimos tempos já não temos mais a tranquilidade de ficar na praça a qualquer hora. A iluminação é muito ruim, queixa-se Alfani Tecla dos Santos, 57 anos, professora aposentada.
Alfani queixa-se também da falta de sinalização para o tráfego interno da praça. Com o intenso movimento de veículos na Rua Humaitá (que dá acesso ao campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a vários bairros), os moradores das praças têm grande dificuldade para chegar e sair de carro, destaca a professora aposentada, acrescentando que desde janeiro vem requerendo melhoria na sinalização.
Josoé de CarvalhoDemocraciaUma das praças da Humaitá: espaço para pessoas de todas as idadesEstudantes de uma pré-escola instalada na Rua Montese, mas com os fundos para a praça também usam o espaço. Levamos as crianças para brincar na praça. Mas só quando ela está limpa, diz a professora Gisele Cristina Rosa, 21 anos. Infelizmente, a AMA (Autarquia do Meio Ambiente) só aparece para fazer limpeza, poda de árvores e outros serviços uma vez por ano, reclama a professora.
Pessoas que trabalham no comércio das imediações também frequentam as praças, especialmente durante o descanso do almoço.
Para que essas áreas públicas sejam adequadas, os moradores entendem que deveria, ainda, ser instalados mais bancos, mesas de jogos como damas e xadrez, pista de skate e patins. Há muitos aposentados e também crianças e adolescentes nesta região. Se a prefeitura criar essa infra-estrutura, vamos aproveitar ainda mais este espaço, destaca a professora Alfani Tecla dos Santos. (A.N)





