Moradores criticam obras na Winston Churchill
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Moradores da Zona Norte que passam todos os dias pela Avenida Winston Churchill (Zona Norte de Londrina), em direção ao Centro da cidade, não ficaram satisfeitos com a obra realizada no cruzamento da via com a Avenida Henrique Mansano. Moradores que saem do Jardim Coliseu, em especial os do Residencial das Américas, estão revoltados com o tempo que perdem na Rua Arcindo Sardo, para poderem seguir tanto pela Winston Churchill quanto para permanecerem na baia de acesso à Henrique Mansano.
A obra, que foi inaugurada no dia 9, consiste em três baias de conversão de veículos na Winston Churchill, fechando o cruzamento com a Rua Arcindo Sardo, de entrada para o Jardim das Américas; e com a Henrique Mansano, de entrada para o Estádio do Café. Com isso, os veículos têm de utilizar as baias para esses acessos.
A equipe da FOLHA esteve no cruzamento na manhã de ontem, por volta das 7h30, e confirmou a grande quantidade de veículos que permanece parada em fila na baia, causando um grande congestionamento. Vários motoristas mostraram insatisfação. ''Isso aqui ficou péssimo. Pode falar aí na reportagem'', gritou um motorista, pela janela do carro.
Além da dificuldade dos motoristas, muitos pedestres tentavam atravessar a via correndo no meio da rua, por falta de uma faixa específica. A empregada doméstica Sueli Santos, moradora do Jardim Felicidade, trabalha há cinco meses no Jardim Coliseu. Para ir até o trabalho ela precisa atravessar a Winston Churchill. Depois da mudança, ela conta que chega a perder quase dez minutos para atravessar a pista. ''Ficou muito pior do que antes da obra. Se a gente não sair correndo, não conseguimos passar de jeito nenhum'', reclamou.
Para a socióloga Maria Aparecida Wrober, moradora do Jardim das Américas, a passagem para os veículos ''até que ficou tranquila'', mas para ela, costuma caminhar diariamente pelas redondezas, ''ficou péssima''. ''Está muito difícil atravessar aqui. Não temos por onde passar, não há mais faixas nem sinaleiro'', disse.
O mototaxista Emerson Garcia Lopes, que trabalha na esquina da Arcindo Sardo com a Winston Churchill, disse que já presenciou pelo menos duas colisões de veículos no trecho, desde que a obra foi feita. ''Ainda vão acontecer muitos acidentes aqui. A fila de carros que fica na baia para seguir à Henrique Mansano chega a alcançar o outro sinaleiro lá de cima. Ninguém gostou. Deveria ser feito uma rotatória aqui'', comentou.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Alvaro Grotti Júnior, coincidentemente, estava na Winston Churchill avaliando o trecho. Grotti concordou com a dificuldade de acesso dos pedestres e disse que vai encaminhar algumas sugestões para o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para que sejam providenciadas faixas no local.
''Vamos avaliar ainda. Não necessariamente é preciso a instalação de um semáforo, mas daremos a preferência para que isto ocorra. Quanto ao trânsito dos veículos, por enquanto não haverá mudanças, a geometria deve permanecer assim como está'', disse.
Insatisfeita com obra, a comerciante Fátima Batista, moradora do Jardim das Américas, convida as autoridades municipais a passarem no local nos horários de pico. ''Eles ficam se baseando em projetos, coisas no papel e não avaliam na prática. Hoje em dia estou tendo que sair mais cedo da minha casa para não chegar no trabalho atrasada porque o congestionamento está insuportável. Se fosse para fazer uma obra para ficar assim, que continuasse como estava então'', reclamou.


