Moradores criticam decisão de extinguir dívida do Funrebom
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sexta-feira, 28 de junho de 2002
Chiara Papali<BR>Reportagem Local 
A decisão da Prefeitura de Londrina de deixar de pagar a dívida de cerca de R$ 8 milhões com o Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) continua provocando polêmica. A diretoria da Associação de Moradores do Maria Celina (zona norte) não acha justo que a dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 90% dos moradores do bairro não passe por negociação, enquanto a dívida do município com o Funrebom é extinta.
No começo do ano, representantes da associação pediram revisão dos valores do IPTU de anos anteriores. A média dos valores cobrados girava em torno dos R$ 200,00, e neste ano, o valor médio cobrado foi de R$ 90,00. Foi uma cobrança abusiva e o valor do IPTU neste ano confirmou isso, disse o presidente da associação, Aristides Bertozzi, acrescentando que cerca de 200 residências não quitaram o imposto nos anos de 1999 a 2001. Se dá para extinguir a dívida do Funrebom, porque não extinguir a nossa dívida?
O Tribunal de Contas, através da assessoria de imprensa, disse desconhecer a possibilidade de extinguir uma dívida por decreto. A promotora de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Solange Vicentin, disse que oficialmente ainda não tem conhecimento do fato. Em fevereiro, ela solicitou ao comando do Corpo de Bombeiros documentos sobre o repasse, uso e prestação de contas do Funrebom. Estamos analisando o emprego dos recursos, nada ainda sobre a falta do repasse. O Ministério Público deve instaurar procedimento investigatório para apurar essa situação.
A falta do repasse integral nos últimos oito anos causou consequências ao grupamento, como frota sucateada, falta de equipamentos e instalações inadequadas no quartel.


