Moradores criticam corte de árvores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Moradores, escoteiros e pessoas que trabalham na região do Córrego Água Fresca, atrás da estação da Sanepar da Avenida JK (Centro de Londrina), estão indignados com o corte de árvores feitas no fundo de vale. Conforme reportagem da FOLHA, publicada na quarta-feira, cerca de 40 espécies - a maioria exótica ou com estrutura comprometida - foram erradicadas na última semana, com ordem da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), a pedido do Ministério Público.
''O problema é que ninguém foi avisado. Ambientalmente pode até não estar errado, mas visualmente foi péssimo. Além disso, deu para perceber que não houve planejamento ambiental algum por parte dos órgãos competentes de Londrina'', analisa o presidente do Grupos Escoteiro Vale Verde - que fica nas imediações do córrego -, Régis Martins Matióli.
Ele conta que estava em Curitiba quando as árvores foram cortadas. ''Quando eu cheguei, os escoteiros mais jovens e até as crianças estavam literalmente chateadas. Eles faziam diversas atividades ali.'' A moradora do Jardim Quebec (Região Central), Helena Arande Barroso, também diz estar penalizada. ''Este vale está abandonado. O que adianta agora eles cortarem árvores de mais de 50 anos e colocarem aquelas mudas que, muitas vezes, não sobrevivem. Me parece que foi feito sem pensar.''
O coordenador do curso de Biologia, da Unifil, entidade que está situada na bacia do córrego, diz que vai encaminhar pedido de esclarecimentos à promotoria de Meio Ambiente de Londrina. ''A prefeitura já começou a fazer aquelas obras de duplicação sem avisar ninguém daqui. Antes das eleições foi uma movimentação tremenda, agora parou tudo. Depois mexem no vale. Será que existe EIA/Rima para todas essas alterações?''.
Na matéria publicada nesta semana, a promotora de Defesa de Meio Ambiente, Solange Vicentin, confirmou que pediu à Sema que interviesse no córrego que estava sendo utilizado para fazer festas. O secretário da Sema, Cleidival Fruzeri, afirmou que a erradicação - feita por um lenhador autônomo, em acordo não formal com a prefeitura - não aprevesentava qualquer irregularidade do ponto de vista ambiental.


