Moradores criam associação para negociar dívidas
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segunda-feira, 21 de julho de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A vendedora de salgadinhos Luzia Oliveira Rocha já não faz idéia de quanto valem as inúmeras contas de água atrasadas que tem acumuladas. Com uma renda mensal de pouco mais de R$ 120, com a qual sustenta marido e filho desempregados, ela teve o fornecimento há mesescortado pela Sanepar, que até retirou o hidrômetro. Assim como Luzia, representantes de outras seis famílias carentes do Conjunto das Flores (Zona Sul de Londrina) se organizaram em uma associação para tentar renegociar a dívida.
Segundo a representante das moradoras, a telefonista Janaína Bezentina da Silva, elas não estão pedindo o perdão das dívidas que, em alguns casos, chegam a quase R$ 1 mil , mas melhores condições de negociá-la. ''Para isso, a associação já fez uma triagem das famílias que mais necessitam do parcelamento'', destacou. Uma das beneficiadas, por exemplo, seria a dona-de-casa Denise Adriana dos Santos, que mantêm, com R$240, uma família de seis pessoas.
Por sua vez, o gerente metropolitano de receitas da Sanepar, Oscar Fernandes, salientou que o hidrômetro é retirado em caso de não pagamento, mas frisou que a empresa está disposta a negociar as dívidas. De acordo com ele, há sete anos, a Sanepar mantinha cadastro de 14 mil famílias que pagavam a chamada tarifa social de água e esgoto (respectivamente, R$ 4,90 e R$ 2,45), em Londrina. ''Esse número foi reduzido a mil, e queremos reverter isso'', completou.


