Moradores comemoram possível desativação
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quinta-feira, 10 de julho de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
''Será que é verdade? Vai ser uma bênção!''. Essa foi a primeira reação de Elaine Oliveira ao receber a informação de que seu vizinho, o atual aterro sanitário de Londrina, na Estrada do Limoeiro (zona leste), vai ser desativado. Mas apesar de boa, a novidade vai exigir ainda um pouco de paciência dos moradores da região. A expectativa da CMTU é que o novo aterro estará pronto para uso no segundo semestre do próximo ano.
A alegria de Elaine se fundamenta em vários incômodos que ela acaba tendo que conviver. Sua propriedade está bem no caminho por onde passam os caminhões que despejam o lixo. ''Esses caminhões são insuportáveis, principalmente quando o tempo está seco. Esses dias eu tive que pedir para maneirarem, pelo menos no horário em que as crianças estão no ponto esperando para ir para à escola. Minha filha tem rinite alérgica e eles levantam muita poeira'', relatou.
Jorge Martins Soares, que reside no local há 15 anos, reclamou do mau cheiro e dos mosquitos e pernilogos. Sandro Duarte Soares, que reside na mesma propriedade, aposta nos benefícios. ''Vai melhorar a qualidade de vida, apesar que o meio ambiente já foi danificado'', ponderou. Ele acrescentou ainda que, com a saída do Lixão, deve haver uma valorização dos terrenos.
O engenheiro responsável pelo aterro, Elsone Delavi, explicou que o terreno tem ainda entre 18 e 24 meses de vida útil. O aterro funciona no Limoeiro desde 1975. Ele detalhou que, mesmo após a desativação, o local vai continuar recebendo o tratamento do chorume por 25 anos. ''Fica ainda o passivo ambiental que precisa ser tratado'', explicou.
Delavi detalhou ainda que o local vai receber uma cobertura vegetal e um trabalho paisagístico, além de monitoramento constante. Somente após 25 anos é que a área poderá ser usada, mas não será possível fazer nenhuma edificação no local. ''Pode ser destinado para área de lazer com campo de futebol ou golfe.''


