Moradores comemoram a nova destinação do aterro
A comunidade residente no Jardim Maringá (região central) comemora a decisão do prefeito de Londrina, Antonio Belinati, em transformar o aterro do Lago Igapó 2 em Parque Ecológico. Com isso, encerra-se a polêmica que permitia a construção de um empreendimento de lazer no local, considerado àrea de preservação ambiental. O decreto foi assinado pelo prefeito no último sábado, vedando a edificação de obras civis naquela área. Agora, os moradores e frequentadores do Lago Igapó 2 vão continuar solicitando melhorias no local.
Para a presidente da Associação dos Moradores do Jardim Maringá, Maria José Pereira de Souza, participante ativa do movimento comunitário contra a privatização do aterro, a cobrança às autoridades para que cumpram o prometido vai continuar. Queremos um área de lazer verde, limpinha, igual ao Zerão e ao Igapó 1. Do jeito que está não queremos. Isso era para estar em ordem há muito tempo.
Nos finais de semana e feriados, moradores dos bairros próximos costumam usufruir daquele espaço para recreação e futebol. O morador do Jardim Bandeirantes (zona oeste) Odir Barbosa aproveita todos os domingos para jogar futebol no aterro. Integrado a outros times da comunidade, Odir também é contrário a qualquer tipo de interferência naquela área. Não tenho outra área de lazer para ir, diz.
O funileiro Jorge Martins, 28 anos, morador do Jardim Maria Lúcia (zona norte), é um frequentador assíduo do local. De acordo com Martins, no bairro onde reside não existe área de lazer. Se eles começassem privatizando essa área, depois eles tomariam conta de tudo, analisa, enquanto dá um passeio a cavalo com a filha.
Outro frequentador engajado é o tratador de cavalos Lázaro Rodrigues. Há cinco anos, ele aluga cavalos no Lago Igapó 2 para incrementar um pouco mais o lazer de quem está passeando nas imediações. Durante o período em que a comunidade se manifestou contra a lei do Executivo destinando aquele fundo de vale à iniciativa privada, Lázaro plantou árvores no aterro, juntamente com estudantes de uma escola, e fez questão de assinar o documento repudiando a decisão.
Nesses cinco anos em que trabalho aqui não foram feitas benfeitorias no aterro. Esse local deveria ter um parquinho e banheiros públicos. Ficaria um colosso, argumenta. O tratador aluga um cavalo a R$ 2,00, para 20 minutos de passeio e considera os meses frios o melhor período para seu negócio. Para ele, a decisão do prefeito foi acertada. Se limparem essa área vai ficar melhor, adverte. Junto aos cavalos de Lázaro Rodrigues, uma faixa colocada pelo Centro de Direitos Humanos adverte: O local do aterro do Igapó é direito público, proteja-o.Dorico da SilvaNovas perspectivasA presidente da Associação, Maria de Souza, diz que a comunidade quer aterro transformado em área de lazer igual ao Zerão. Na foto ao lado, Jorge Martins e a filha passeiam a cavalo: uma das poucas opções de divertimento existente no local.Francelino França





