Moradores cobram sinalização em cruzamento
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quarta-feira, 09 de março de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os moradores do Jardim Alto da Boa Vista, na Zona Norte de Londrina, estão mobilizados para cobrar das autoridades melhorias na sinalização do cruzamento da Avenida Alexandre Santoro com a Rua Lindalva Silva Bassetto. Eles se queixam dos constantes acidentes e o risco para as crianças de um centro de educação infantil do local. Indignada, a vizinhança disse já estar acostumada aos constantes desastres.
Preocupada com a segurança dos filhos, a dona de casa Márcia Costa Carlos, 31 anos, disse que colheu assinaturas para exigir providências do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Ela pretende protocolar o documento o mais rápido possível. ''Acho que acontece pelo menos um acidente por semana aqui. Já está ficando bem comum. Já não vou nem ver quando escuto o barulho'', afirma.
Uma faixa criticando o alto número de acidentes foi colocada no local. No ano passado, pelo menos uma pessoa morreu na área. De acordo com a Companhia de Trânsito (Ciatran), oito acidentes foram registrados no ano passado e quatro em 2005. O caso da vítima fatal não foi contabilizado. ''Este caso pode não ter ocorrido exatamente na esquina, mas nas proximidades do local'', explica o chefe da Ciatran, segundo tenente Ricardo Eguedes.
Proprietária de uma pré-escola próxima à esquina, Maria José de Souza, 42, afirma que a maior preocupação é a saída dos alunos. Como os veículos trafegam em alta velocidade, os riscos de atropelamento, segundo ela, são grandes. ''Graças a Deus, nenhuma criança da escola se envolveu em acidente. Mas já pedi uma sinalização que foi negada pelo Ippul'', revela. Ela afirma que pinturas de advertência no asfalto seriam suficientes para diminuir os riscos.
De acordo com a gerente de Trânsito do Ippul, Cristiane Biazono Dutra, o pedido de 2001 teria sido negado porque o instituto não fornece autorização para reserva de vaga de carga e descarga para estabelecimentos de pequeno porte. ''Deve ter havido um mal entendido sobre o que foi pedido'', constata Cristiane. A orientação da gerente é que a dona da escola entre novamente com o processo, que poderá passar por nova análise.


