Domingo completou um ano que a Associação de Moradores dos Altos do Igapó protocolou seu primeiro pedido de readequação da Rua Bento Munhoz da Rocha, na zona sul de Londrina. Ela margeia o Lago Igapó 2 e nos últimos três anos se tornou uma das ruas mais movimentadas da região, que começou a ser ocupada por prédios e casas. Segundo o presidente da associação, Ewerton Taveira Cangussu, essa via não foi projetada para absorver tamanho fluxo e por isso tornou-se um perigo. ‘‘Aqui os carros trafegam em alta velocidade e viram para onde quiserem. Não há sinalização ou qualquer obstáculo’’, reclama Cangussu.
  Nos três quilômetros de extensão da rua existem dois pontos críticos: os cruzamentos com as ruas João Wicliff e Jerusalém. Por causa do intenso trânsito de pessoas e a permissão para estacionar dos dois lados, toda atenção é pouca, principalmente nos horários de pico. Na opinião de Cangussu, a solução imediata para o problema seria a construção de uma rotatória, uma baia ou a instalação de semáforos nos cruzamentos.
  Para a gerente regional da construtora Plaenge, Célia Catussi, a construção da Avenida Airton Sena (entre as ruas Humaitá e Madre Leônia Milito) resolveria de vez o problema. Segundo ela, a empresa já entregou três obras naquela região e tem outras três em andamento. Por isso, tem o maior interesse no caso. O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, citou a construtora como um dos proprietários que já doaram 20 metros de terreno e garantiram o financiamento da obra. ‘‘Sem este apoio, não temos como realizar um projeto que custa cerca de R$ 1 milhão’’, alegou.
  Álvaro Grotti, diretor de trânsito da CMTU, garante que esta semana terá uma resposta para a população. O pré-projeto que precisa de aprovação da Secretaria de Obras consiste numa mistura de rotatória com baia. De acordo com ele, a maior dificuldade é a falta espaço, sem falar em recursos financeiros e mão-de-obra.