Moradores cobram ponte sobre Ribeirão Lindóia
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Moradores do Conjunto Maria Celina e do Jardim Barcelona (Zona Norte de Londrina) estão revoltados com o que chamam de descaso das autoridades municipais em relação à precariedade de uma ponte sobre o Ribeirão Lindóia, que serve de ligação entre os bairros. Construída pela própria população, a passarela é precária e oferece risco na travessia de pedestres, ciclistas e motociclistas.
''Eu não passo lá. Tenho problema de pressão e tontura de vez em quando. Para mim, é perigoso cair'', avaliou o aposentado João de Pontes Maciel, 68 anos, morador do Conjunto Maria Celina há três anos. De acordo com os moradores, o risco é real. ''Meu vizinho caiu de bicicleta e ficou 15 dias sem poder trabalhar. Também teve um rapaz que caiu de moto com um botijão de gás'', enumerou a dona de casa Cátia Cilene de Oliveira, 35, que reside há um ano no Jardim Barcelona.
A ponte improvisada foi construída após a destruição de uma passarela pela força da água da chuva no ano passado. Os moradores da região cobram a construção de uma ponte definitiva para travessia de veículos. ''O caminhão do mercado tem que dar uma volta no Jardim Ouro Verde para fazer a entrega no bairro vizinho'', constatou Maciel. Outra queixa é em relação ao ponto de ônibus. Quem mora no Maria Celina precisa atravessar o Lindóia para tomar a condução no Barcelona. A única alternativa é um ponto no próprio bairro, mas cerca de 500 metros distante das casas vizinhas ao ribeirão.
Outra cobrança é sobre a falta de iluminação. ''Podia ter um bico de luz aqui. À noite, fica muito perigoso. Já teve até tentativa de estupro por ser muito escuro'', reivindicou o aposentado José Domingues Monteiro Filho, 75, morador do Jardim Barcelona há três meses. Para evitar acidentes, principalmente em dias chuvosos, os ciclistas são obrigados a carregar as bicicletas para fazer a travessia. ''É comum ver o pessoal com as bicicletas nas costas'', garantiu o garçon José Jacinto da Silva Neto, 64, que reside há dois meses no Maria Celina.
O diretor de projetos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Octavio Taccola Neto, disse que o projeto de transposição do local está pronto. De acordo com ele, será construído um bueiro metálico, com 4,60 metros de diâmetro, e feita a pavimentação e iluminação pública da travessia. A obra será financiada pela prefeitura e por uma emenda parlamentar no Orçamento da União. ''O problema é que o dinheiro não está sendo liberado pelo governo federal'', justificou Taccola.


