Moradores cobram policiamento
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terça-feira, 09 de abril de 2002
Maranúbia Barbosa Reportagem Local 
Dezenas de moradores do Parque Industrial Maristela, zona norte de Londrina, procuraram o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Pedro Colaço, para cobrar um policiamento ostensivo na região. A maioria dos moradores, que possuem chácaras no bairro, tem medo de ser morta por uma bala perdida. Durante à noite, afirmaram, é comum o barulho de tiros próximos às casas.
Residente em Londrina há 40 anos, Kiyoshi Watanabe, 58 anos, disse que não dá para morar mais na cidade. Ele afirmou que nunca viu um carro de polícia circulando no local. Não há linhas para telefone fixo instaladas no bairro e nem transporte coletivo, além de faltar iluminação pública. O bairro vive na escuridão, mas na conta de energia elétrica vem a cota da iluminação pública, reclamou Watanabe.
Segundo o vigia Neri Lagos Bida, 41 anos, quase todas as casas do bairro já foram arrombadas. A dona de casa Quitéria Irene Ruiz, 52, falou sobre o medo que tomou conta de todos. Não dá para sair de casa mais. A insegurança ainda leva a uma desvalorização dos terrenos, disseram os moradores. Quem mora lá não pode ficar por medo de ser morto, mas não acha quem queira comprar o terreno. Quem vai querer morar em um lugar onde se dorme escutando tiros de mdrugada?, questionou um chacareiro.
O delegado-chefe prometeu aos moradores uma visita às cerca de 100 chácaras do bairro. Colaço se comprometeu a criar uma ação operacional, que deve ser realizada em conjunto com a Polícia Militar. Ele reconhece a onda de furtos e acha que alguma coisa tem que ser feita.
Segundo Colaço, a construção de um módulo poderia ser uma solução, mas para coibir a bandidagem seria preciso cerca de dez policiais para atuarem no local. Policiais civis personalizados e também descaracterizados deverão começar a fazer a ronda pelo bairro, garantiu o delegado.
A reportagem da Folha tentou acompanhar a reunião da comitiva com o delegado-chefe, mas foi barrada. Terminado o encontro, Colaço, em entrevista por telefone, disse que mandou chamar de volta a equipe da Folha.


