Os moradores do Conjunto Tito Carneiro Leal (zona sul de Londrina), mais conhecido como Conjunto Saltinho, estão cansados de esperar pela obra da travessia da marginal da PR-445. Eles prometem fechar a rodovia ainda hoje de manhã se o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano (Ippul) não estabelecerem um prazo para realização da obra.
Atualmente os moradores do Saltinho têm de usar uma viela asfaltada, no final do conjunto, correndo o risco de serem atropelados. A reivindicação foi apresentada aos dois órgãos em um protesto em agosto do ano passado. ‘‘Eles se comprometeram a resolver o problema. Mas até agora só conseguimos ser jogados de um órgão para outro’’, afirmou a presidente do Grupo de Mulheres do Saltinho e membro do Conselho de Saúde da Zona Sul, Benedita Francisca Cunha.
Segundo ela, nos últimos anos, já morreram mais de 10 pessoas quando tentavam atravessar a rodovia. Os cerca de três mil moradores do bairro dependem da travessia da avenida para ter acesso a serviços básicos como escola, saúde e supermercados, que se situam no Parque Ouro Branco. Benedita Cunha diz que pelo menos 400 crianças atravessam a pista diariamente para ir à escola.
A comunidade do Saltinho reivindica que o acesso seja feito 200 metros acima de onde está a viela. Hoje de manhã os moradores se reúnem com representantes do Ippul e DER, em frente à empresa Café Cereja. ‘‘Se eles não definirem prazos a gente sai da reunião para a avenida em protesto’’, avisou Benedita Cunha.
O diretor técnico do Ippul, Juan Monastério, negou ontem que o órgão tenha assumido compromisso com a comunidade do Saltinho no ano passado. ‘‘Qualquer modificação na rodovia é de responsabilidade do DER. Na época, eles se propuseram a fazer a obra’’, afirmou. Monastério afirma que o Ippul decidiu participar das discussões para ‘‘agilizar’’ a solução do problema. O Ippul se propõe a elaborar o projeto para a travessia da pista. A Folha procurou o engenheiro chefe do DER, Sergio Gonçalves Leite, mas ele estava em Curitiba e não pôde dar retorno.Dorico da SilvaBenedita Francisca da Cunha: ‘‘Se não definirem prazos vamos sair da reunião e fazer uma manifestação’’Célia Baroni

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