Para tentar conter a onda de assaltos que atinge os bairros Usina Três Bocas, União da Vitória I e o distrito rural de Maravilha, na Zona Sul, cerca de 200 moradores estiveram reunidos com representantes da Polícia Militar e da Prefeitura na sexta-feira à noite para reivindicar a resolução dos problemas da violência na região.
Segundo o professor Marco Aurélio de Carvalho, que leciona em escolas locais, a ação dos bandidos é pontual, e acontece em frente ao Caic do União da Vitória I, na Rodovia João Alves da Rocha Loures. Os assaltantes aproveitam os três quebra-molas em frente à escola para abordar os motoristas, que em velocidade reduzida, tornam-se alvos fáceis dos bandidos. ''A terceira lombada é onde ocorre a maior parte das abordagens, sempre à mão armada'', avisa o professor.
Marco Aurélio conta que já escapou de um assalto no local. ''Estava passando pelo segundo quebra-molas e um homem entrou na via e sacou a arma. Toquei o carro e ele correu. Tive que arriscar'', conta. O professor explica que o problema atinge não só os bairros da região, mas os moradores de Maravilha, pois o caminho é obrigatório para quem vem do Centro para os bairros.
O presidente da Associação de Moradores da Usina Três Bocas, Yoshiyki Kasuya, conta que o namorado de sua filha teve o capô do carro atingido por três tiros em frente ao Caic e que só sobreviveu porque abaixou e acelerou o carro na hora. ''Estamos com muito medo'', conta.
Uma das medidas imediatas decididas na reunião, informa Kasuya, será a retirada do terceiro quebra-molas. A garantia foi dada pelo secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Nilson Carvalho. Os moradores reivindicaram também mais policiamento preventivo no local. Outras ações são a limpeza da marginal da rodovia e o fechamento de uma marquise e escadaria próximas da escola.
Cerca de 1.100 crianças passam diariamente pelo local, tendo de atravessar a rodovia para entrar na escola. Devido à situação, Kasuya esclarece que o objetivo dos moradores é resolver o problema da segurança sem prejudicar a segurança dos alunos.
Uma comissão de acompanhamento para cobrar as ações dos órgãos públicos foi formada na ocasião, com representantes da Usina Três Bocas, União da Vitória I e Distrito Maravilha.

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