Moradores buscam recomeço profissional
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Começar de novo uma vida profissional exige muita força de vontade e isso é o que não falta para pessoas que foram acolhidas pela equipe do Sinal Verde e encaminhadas para casas abrigo de Londrina. Desde meados de 2013 a secretaria municipal de Assistência Social, em parceria com o Sistema Nacional do Emprego (Sine), vem trabalhando com a reinserção de pessoas em vulnerabilidade social.
Segundo levantamento da secretaria, Londrina tem 300 pessoas em situação de rua ou moradores de uma das 148 vagas nos abrigos. São pessoas como Jaílson Ferreira Lima, de 32 anos, que há pouco mais de uma semana conquistou uma vaga em uma construtora. "Comecei por meio do Sine, que me indicou para trabalhar como armador de ferragens", contou.
Lima disse que foi abordado pela equipe de assistentes sociais do programa municipal Sinal Verde quando estava na Rodoviária. "Eu perguntei para eles se não tinham algum abrigo para mim. Tinha acabado de chegar do Mato Grosso do Sul", relembrou, informando que foi encaminhado ao Serviço de Obras Sociais de Londrina (SOS-Londrina).
A assistente social da entidade, Marilza Yoshizawa, destacou que a parceria foi excelente. "Eles vêm para a nossa instituição e são encaminhados para o Sine conforme a necessidade. Todos passam por uma avaliação prévia da psicóloga e depois, quando recebem um atestado, são direcionados para uma entrevista no Sine." Ela contou que durante o período de experiência o candidato continua sendo acompanhado pelo serviço social e pela psicóloga. A psicóloga Andréa Barreto Luiz revelou que mesmo diante de uma avaliação positiva existem pessoas que não se sentem preparadas para enfrentar um entrevista de emprego e desistem antes mesmo de chegar ao Sine. "Mas todos aqueles que foram em frente e participaram da entrevista foram bem avaliados e a maioria conseguiu um emprego", destacou.
O servente de pedreiro Aílton Pasquali da Silva, de 37, também morador do SOS, chegou a ser selecionado para trabalhar, mas a empresa passou por dificuldades financeiras e teve que cortar gastos. Mesmo assim ele mantém a esperança de retornar ao trabalho. "Eu morei durante 7 anos nas ruas, depois que minha filha de seis anos morreu. Passei um período difícil e a única coisa que achava boa era a bebida", relatou. "Se Deus quiser, vai dar certo. Já passou da hora para eu mudar de vida", disse, com a voz embargada relembrando do período em que dormiu ao relento na Avenida Duque de Caxias. Enquanto não é selecionado para um emprego com registro na Carteira de Trabalho, realiza trabalhos temporários.
Depois de trabalhar por 30 anos em uma gráfica de off-set, o impressor Elias Crispiniano da Rocha, de 51, saiu de casa devido a desentendimentos familiares.
"Saí, mas quero voltar depois de conseguir um emprego para poder alugar uma casa para mim e minha esposa", afirmou. Ele foi abordado pela equipe do Sinal Verde na Rodoviária. "Eles me encaminharam para o Sine e consegui uma vaga em uma empresa de limpeza", destacou.
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